Fechadas as negociações entre governo e sindicatos relativas ao incremento salarial extraordinário de 1%, a secretária de Estado da Administração Pública, Inês Ramires, acabou por rejeitar a proposta apresentada pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) de elevar aquele patamar para 1,5%.
"A nossa proposta não ganhou vencimento ainda assim consideramos que o processo negocial não está afetado", afirmou esta quarta-feira a presidente do STE, Maria Helena Rodrigues, à saída do encontro com a secretária de Estado.
A dirigente sindical frisou que o sindicato, afeto à UGT, continuará "empenhado neste processo". E acrescentou: "Não conseguimos vencer agora, mas estamos prontos para combates futuros e continuar o caminho de dar mais rendimentos aos trabalhadores.
Maria Helena Rodrigues indicou ainda que "o governo apresentou uma proposta de não haver retenção na fonte dos aumentos retroativos de 1% entre janeiro e abril". "Em termos fiscais, continua a haver a preocupação de dar uma maior liquidez aos trabalhadores, é um pequeno sinal, mas valorizamos", afirmou.
Em relação às ajudas de custo, a dirigente sindical reiterou que a estrutura sindical vai continuar a bater-se por novos aumentos, uma vez que "desde 2010, na altura da troika, que ainda não foi reposto o corte entre 15% e 20%".