Governos regionais espanhóis só cortaram 43% das empresas públicas previstas

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Os Governos regionais espanhóis ainda só extinguiram na totalidade menos de metade das empresas públicas que têm que reduzir num processo que já acumula dois anos de atraso, segundo o balanço fornecido pelas autoridades.

Em concreto só foram totalmente eliminadas 229 das 525 entidades públicas previstas, sendo que o último relatório sobre a Reordenação do Setor Público explica que estão em processo de dissolução mais 248 entidades.

As regiões autónomas continuam, dois anos depois do previsto, sem conseguir cumprir o objetivo fixado nas reuniões do Conselho de Política Fiscal e Financeira (CPFF), que voltou a reunir-se esta semana em Madrid.

No final de 2012 o setor público regional espanhol estava formado por um total de 2.326 entidades públicas e a estimativa é que, quando estiver concluído o processo de extinção das 525 previstas a poupança ascenderá a 1.500 milhões de euros.

A este total somam-se poupanças anuais de 130 milhões de euros em custos de pessoal já que, globalmente, o desaparecimento das entidades públicas representará 5.863 despedimentos.

Até outubro passado as regiões que mais empresas, consórcios e fundações suprimiram foram a Galiza, que fechou 38 das 46 previstas e tem outras 7 em processo extinção; Castela La Mancha, que fechou 32 de 48 e tem outras 5 em processo de extinção e Navarra, que fechado 23 das 26 às que se tinha comprometido.

Destaca-se ainda a situação na Cantabria que poderia até ter criado mais uma entidade e acabou por fechar 13 e La Rioja que eliminou 4 sem ter que eliminar nenhuma.

Os piores alunos são a Andaluzia que apenas fechou 17 das 111 exigidas, as Baleares que só extinguiu 14 da 93; e a Catalunha, que apenas fechou 24 das 67 sociedades às que se comprometeu.

Falando aos jornalistas depois do encontro entre o Governo nacional e regionais, o ministro da Fazenda, Cristóbal Montoro destacou o trabalho já feito pelas comunidades autónomas no combate ao défice.

Haverá agora novas negociações para aplicar valores diferentes de défice máximo a cada comunidade, dada a situação própria em que vivem.

Em 2012 os governos regionais espanhóis conseguiram cortar o seu défice para 1,73%, duas décimas acima do previsto.

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