Grande Prémio Energy Up vai para Escolas da Gafanha da Nazaré

Projeto para promover a mobilidade sustentável, sensibilizando os cidadãos do município para o uso de bicicletas foi o grande vencedor e beneficiará da instalação de painéis solares no valor de 20 mil euros patrocinado pela EI-Energia Independente.
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Foram hoje divulgadas as cinco escolas vencedoras do Prémio Escola Energy Up, uma iniciativa ligada ao programa Future UP, promovido pela Fundação Galp e apoiada pelos seus parceiros institucionais, a Adene - Agência para a Energia, a APA - Agência Portuguesa do Ambiente, a DGE-Direção Geral de Educação e a DGEG - Direção Geral de Energia e Geologia, aos quais se juntaram, neste ano, a EI - Energia Independente, do universo Galp e a Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Depois de analisadas, e devidamente pontuadas, as cerca de 60 candidaturas, referentes a agrupamentos escolares de todo o país, o júri (constituído pela Fundação Galp e pelos seis parceiros) decidiu atribuir o primeiro lugar ao projeto SmartAir, apresentado pelo Agrupamento de Escolas da Gafanha da Nazaré, no distrito de Aveiro. Este projeto, que arrecadou uma pontuação de 91%, promove a mobilidade sustentável, sensibilizando os cidadãos do município para o uso de bicicletas, realizando campanhas de sensibilização, e pressionando para a melhoria dos acessos para o uso de meios não poluentes. Esta sensibilização é ainda sustentada por uma avaliação dos níveis de poluição atmosférica, com campanhas de sensibilização e a criação de kits de medição de CO2, alimentados a energia renovável. O júri considerou que este projeto estava bem estruturado, com um plano de ação para o futuro detalhado, envolvendo a população - a criação de kits de medição já vai na segunda edição - e é ainda apoiado por consultores externos. Este agrupamento de escolas beneficiará da instalação de painéis solares, um prémio no valor de 20 mil euros patrocinado pela EI - Energia Independente, empresa especializada no autoconsumo solar fotovoltaico no âmbito da geração distribuída.

Em segunda posição ficou o projeto Árvores Solar, apresentado pelo Agrupamento de Escolas de Monserrate, em Viana do Castelo, que consiste na criação de um banco de jardim, instalado na escola, que permite o carregamento de dispositivos eletrónicos com recurso a energia solar. A divulgação e a manutenção do equipamento está a cargo dos próprios alunos e já está em funcionamento. Este premiado receberá um apoio no valor de dois mil euros para projetos escolares na área da transição energética ou inovação. A terceira posição, com um valor de mil euros em apoios, coube ao projeto Comunidade Energética Escolar, do Agrupamento de Escolas Padre João Coelho Cabanita, de Loulé. Este incide sobre a sensibilização e promoção da transição energética e a descarbonização do parque escolar através da produção fotovoltaica para autoconsumo. O júri considerou este um trabalho muito completo, pois está desenhado para ser extrapolado para outros equipamentos escolares.

Foram ainda distinguidos mais dois projetos, O Futuro Está no Presente, promovido pelo Agrupamento de Escolas Cardosos Lopes, na Amadora, e o Luz Verde, do Instituto Nun"Alvres, em Santo Tirso, que serão presenteados com uma ação de sensibilização ambiental ministrada pela Quercus. O projeto O Futuro Está no Presente consiste na promoção de ações práticas de intervenção nas estruturas físicas da Escola, como instalação de painéis solares para a aquecimento da água dos balneários, instalação de lâmpadas LED, e de ações de caráter teóricos para sensibilizar a comunidade escolar e não só. Envolve parcerias com a autarquia e outras entidades. Já no projeto Luz Verde foi criado um protótipo, já em uso no pavilhão desportivo, para a integração do quadro elétrico que regula remotamente a intensidade de luz de uma sala, conforme as suas necessidades. Trata-se de um projeto disruptivo na abordagem à manutenção contínua, de forma a obter a melhor eficiente energética possível.

O júri atribuiu ainda uma menção honrosa ao Colégio dos Plátanos, na Rinchoa, Sintra, pelo melhor pitch apresentado. Trata-se de um projecto, realizado pelos alunos, de sensibilização e divulgação da eficiência energética entre a comunidade escolar.

Segundo a Fundação Galp e os jurados envolvidos, cerca de 92% dos projetos candidatos têm a sua continuidade assegurada e cerca de 57% apresentam soluções inovadoras, dos quais 37% são soluções disruptivas.

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