

Ajudar as PME portuguesas a crescer nos mercados externos. Foi com este objetivo em mente que a Associação Business Roundtable Portugal (Associação BRP) lançou esta segunda-feira o programa Globalizar, uma iniciativa que pretende promover a internacionalização das pequenas e médias empresas nacionais.
Assim, e numa primeira fase, dos 40 associados da BRP, nove estão a disponibilizar mais de 40 espaços de trabalho nas suas empresas, localizadas em 14 países da África, América (do Sul e do Norte) e Europa. Esta é uma forma de as companhias de menores dimensões poderem crescer fora de portas e ganhar mais visibilidade.
“O programa Globalizar nasce porque as empresas portuguesas, para serem grandes têm de operar noutros mercados”, declarou António Rios de Amorim, vice-presidente da Associação BRP, no decorrer da apresentação do programa. E recordou os obstáculos que as, hoje, grandes empresas, enfrentaram quando partiram para a internacionalização.
Em concordância com Rios de Amorim, Filipe de Botton, líder do grupo de trabalho Globalização da Associação BRP, explicou ainda que os espaços internacionais vão ser utilizados de forma gratuita, assim como gratuito vai ser também o acesso às facilidades dos espaços de acolhimento (eletricidade, internet, etc.) e ainda poderão usufruir do aconselhamento e know-how de quem já conhece as especificidades, riscos e oportunidades do mercado onde está implementado.
No entanto, antes de o processo arrancar, as PME interessadas terão de pagar um “fee de gestão da candidatura de 750 euros (+IVA), caso a mesma seja aceite”, detalha a Associação BRP, em comunicado. Esta medida nasce para garantir o compromisso da empresa com a inscrição.
Por outro lado, a empresa também não poderá permanecer indefinidamente no espaço, havendo um limite de seis meses.
O site do Globalizar já está em pleno funcionamento, mas a divulgação do programa fica também a cargo da AICEP, devido à sua área de intervenção. E para não perder tempo, a associação vai já começar a identificar PME que estejam prontas a começar a sua internacionalização (ou que já estejam no estrangeiro, a necessitar de algum apoio) e indicar o Globalizar, detalhou Filipe Santos Costa, presidente da AICEP.
Da mesma forma – e devido à experiência em gestão de espaços de co-work – será o LACS que terá a missão de gerir a operacionalidade do programa.
Nesta primeira fase, os espaços de acolhimento serão disponibilizados pela Corticeira Amorim, BA Glass, Bial, Delta, Logoplaste, Nors, Sogrape, Sovena e Sugal Group.