Greenvolt fecha primeiro semestre com lucro de 1,2 milhões de euros

Receitas superaram os 113 milhões de euros e o EBITDA disparou 248%, para 36,8 milhões de euros.
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O resultado líquido atribuível à Greenvolt no primeiro semestre do ano ascende a 1,2 milhões de euros, mais 17% do que em igual período de 2021, de acordo com as contas divulgadas esta terça-feira.

As receitas totais da empresa liderada por João Manso Neto atingiram os 113,3 milhões de euros, o que representa um crescimento homólogo de 170%, e o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) disparou 248%, para 36,8 milhões de euros.

Em comunicado, a Greenvolt refere que os números são um reflexo " ainda o impacto da fase de aceleração dos segmentos utility scale e geração distribuída".

Para o CEO, João Manso Neto, as contas até julho estão "alicerçados na unidade de negócio de biomassa residual e no reforço do investimento nas áreas com maior potencial de crescimento, como sejam o desenvolvimento de projetos solares fotovoltaicos e eólicos, bem como a geração distribuída".

A empresa opera "no segmento da produção de energia elétrica através de biomassa exclusivamente proveniente de resíduos", sendo que "em Portugal, detém cinco centrais de biomassa residual florestal, com uma capacidade instalada de cerca de 100 MW" e no Reino Unido, conta com "uma participação maioritária (51%) na TGP, uma central com cerca de 42 MW que utiliza exclusivamente resíduos lenhosos urbanos". Neste segmento, a Greenvolt registou, em termos semestrais as receitas acumuladas do segmento de 90 milhões de euros, o que significa um aumento de 115% face ao mesmo período do ano anterior.

No segmento de energia renovável solar fotovoltaica e eólica, em que está presente "mais a montante na cadeia de valor" na "fase de desenvolvimento e promoção" através da "V-Ridium, SEO e outras, e da MaxSolar (detida em 35%)", a Greenvolt atingiu, em termos semestrais, receitas totais de 8,3 milhões de euros.

A empresa está também "no segmento estratégico de geração renovável distribuída nos segmentos residencial e de comércio e indústria (C&I), em Portugal e Espanha", tendo, nesta área receitas semestrais que se fixaram em 15 milhões de euros.

No final de junho, a dívida financeira "ascendia a 290,1 milhões de euros, sendo que as linhas de caixa e equivalentes eram de 279,3 milhões". No segundo trimestre, relembra a Greenvolt, foram emitidos dois empréstimos obirgacionistas no valor total de 85 milhões de euros. Já em julho, embora não se reflita nas contas do primeiro semestre, a empresa concluiu com sucesso um aumento de capital de 100 milhões de euros e, em setembro, recebeu o seu primeiro rating, de BBB-, com outlook Estável, atribuído pela EthiFinance.

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