Os pilotos da Kenya Airways planearam uma greve a partir de sábado para exigir melhores condições de trabalho, apesar de uma decisão judicial ter suspendido o aviso de greve, disse esta sexta-feira o sindicato.
A Kenya Airways, propriedade do estado queniano e da companhia holandesa KLM, é uma das maiores companhias aéreas de África com várias rotas para a Europa e Ásia. No entanto, está atualmente a atravessar um período difícil e está a sobreviver apenas com ajuda estatal.
A Associação de Pilotos do Quénia (Kalpa, na sigla em inglês) disse que as várias reuniões com a direção não tinham conduzido a qualquer progresso.
Como resultado, nenhum voo da Kenya Airways partirá do Aeroporto Internacional Jomo Kenyatta de Nairobi a partir das 06:00 de sábado (03:00 GMT), disse o secretário-geral do sindicato, o capitão Murithi Nyaga. O Quénia é a potência económica da região e um dos principais destinos turísticos do continente.
"A direção não nos deixou outra opção", disse, salientando que um período de pré-aviso de 14 dias tinha expirado sem que uma solução tivesse sido encontrada.
A Associação dos Operadores Aéreos do Quénia opôs-se esta sexta-feira à greve planeada, com a crença de que esta era uma "linha de ação extrema".
"Consideramos esta ação errada uma vez que a Kalpa mantém tanto a direção da companhia aérea como o Governo reféns", continuou a associação de operadores aéreos, antes de apelar a ambas as partes a encontrarem soluções para o impasse.
Os pilotos da Kenya Airways, que têm uma relação tensa com a direção, exigem o restabelecimento das contribuições para um fundo de previdência e o pagamento de salários durante a pandemia de covid-19.
Em resposta à greve, a Kenya Airways disse que a ação laboral poria em risco a recuperação da empresa e defendeu que as exigências dos pilotos não mereciam uma greve.
Na segunda-feira, uma decisão do tribunal suspendeu o aviso de greve, mas os pilotos mantiveram-na.
Fundada em 1977, a Kenya Airways transporta mais de 4 milhões de passageiros para 42 destinos por ano.