A concretizar-se, este será a primeira vez em Portugal que a Immochan - que detém os Alegro a 100% - abre mão de parte do capital de um dos seus centros comerciais. Mas não será um caso único. A estratégia é para aplicar no outro Alegro em Castelo Branco, e possivelmente no Alegro de Setúbal, que abre a 12 de novembro, e até nos dois outros centros que estão a projetar em Portugal, explica Mário Costa, .
"Estamos à procura de parceiros, novos acionistas, para entrar no capital dos shoppings e vamos negociar centro a centro, sendo que no máximo abdicaremos de 50% do capital. Vender tudo nunca", diz o diretor-geral da empresa. O objetivo, diz, é encaixar dinheiro "para potenciar novos projetos", e de facto já há dois projetos em desenvolvimento cuja localização Mário Costa não quis ainda adiantar.
Grupo procura parceiros para os outros Alegros
A estratégia de negócio agora assumida não é nova no mercado nem no grupo. Segundo Mário Costa, a Immochan, que é dona de 360 shoppings na Europa, Rússia e China, já começou a fazer negócios destes. Em 2013 vendeu ativos em França e este ano em Itália.
Por cá, os contactos já começaram, não só com investidores estrangeiros mas também com empresa portuguesas, como o The Edge Group, de Pais do Amaral. "É uma das empresas com quem temos falado porque seria um bom casamento para ambos, por isso estamos a namorar", brinca.
A empresa de Pais do Amaral tem vários negócios e um deles é investir em ativos imobiliários para daí tirar rendimentos, o que seria o caso uma vez que os Alegro - que são a transformação em shoppings das pequenas galerias comerciais dos Jumbo - estão a crescer em vendas e tráfego.
Em Portugal têm dois em operação e mais um a caminho, sendo que Alfragide foi o primeiro e o que sempre teve melhores números. A zona onde está localizado, perto de grandes lojas com o Ikea ou a Decatlhon, ajudou a ganhar esse estatuto, mas nem isso o deixou imune à crise, apenas mais bem preparado.
É por isso que, diz Mário Costa, neste momento o centro está "em recuperação total" e "a crescer 5% nas vendas dos lojistas e 4% no tráfego". Além disso, "não tem lojas vazias e até tem uma lista de espera" de marcas a lutarem para entrar.