Grupo de media norte-americano Gannett separa imprensa escrita do audiovisual

O grupo de comunicação social norte-americano <a target="_blank" href="https://www.gannett.com/">Gannett</a> anunciou esta terça-feira, depois de outros o terem também feito, a intenção de separar os seus jornais, entre os quais o USA Today, das publicações audiovisuais e digitais.
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"É a altura indicada para criar duas empresas distintas, que vão ter um crescimento superior à realizada sob a mesma marca", afirmou a dirigente do grupo Gracia Martore, ao apresentar a operação a analistas, em teleconferência.

O grupo tenciona distribuir gratuitamente aos seus acionistas as ações da nova sociedade, que vai receber o USA Today, que é o único diário nacional do país, e 91 diários regionais e mais de 200 outras publicações.

Martore vai ficar à frente da segunda sociedade, que vai estar presente em cerca de um terço das casas norte-americanas, graças à sua carteira de 46 cadeias locais de televisão e à maior franquia das redes NBC e CBS.

A esta oferta televisiva acrescem atividades numéricas, como a do maior site dos EUA de ofertas de emprego CareerBuilder, ou o dos anúncios de automóveis Cars.com, do qual o Gannett anunciou esta terça-feira que vai comprar os 73% que não controla, por 1,8 mil milhões de dólares (1,3 mil milhões de euros).

Um analista da sociedade Outsell especializada nos meios de comunicação, Ken Doctor, avançou que "os jornais representam 70% do volume de negócios do Gannett, mas a difusão televisiva produz 60% dos lucros".

Este tipo de separação de negócios é algo que tem vindo a ser feito com regularidade. O magnata Rupert Murdoch foi um dos primeiros a fazê-lo, quando, no final de 2013, cindiu o seu império em atividades de edição (Harper Collins, Harlequin) e comunicação (Wall Street Journal e Times de Londres), que integram a sociedade News Corp, e de televisão (Fox, BSkyB) e estúdios de cinema (20th Century Fox), que ficam na 21st Century Fox.

Também em 2013, a família Graham vendeu o diário Washington Post, que possuía há quatro gerações, ao patrão-fundador da Amazon, Jeff Bezos, conservando estações de televisão locais, o site Slate e a operadora de cabo Cable One.

Há dois meses foi a Time Warner que cindiu a empresa Time Inc, proprietária das revistas Time, People, Fortune e Sports Illustrated.

Já no início desta semana foi o grupo norte-americano Tribune, proprietário do Los Angeles Times, Chicago Tribune, Baltimore Sun e cinco outros diários de referência, a terminar a sua cisão, para se concentrar no rádio e na televisão.

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