A empresa chinesa Dalian Wanda anunciou hoje ter processado judicialmente os titulares de várias contas nas redes sociais que difundiram "rumores" sobre o presidente do grupo, Wang Jianlin, afetarando a cotação na bolsa.
O grupo Wanda disse estar a estudar a possibilidade de abrir um processo nos Estados Unidos contra o portal em língua chinesa Boxun, que avançou inicialmente com a informação.
Em 28 de agosto passado, o Boxun assegurou que Wang foi temporariamente detido, na semana anterior, e impedido de sair da China.
Segundo o mesmo portal, que cita fontes não identificadas, Wang tentou transferir todos os familiares para o Reino Unido, num voo privado, mas as autoridades chinesas proibiram-lhes também a saída do país.
Aquela informação tornou-se viral nas redes sociais chinesas e resultou na queda de 8,7% nas ações da filial do grupo Wanda Hotel Development, na bolsa de Hong Kong.
O gigante imobiliário chinês não detalhou quantos titulares de contas em redes sociais processou.
O grupo indicou que vai exigir a cada responsável uma compensação de cinco milhões de yuan (642 mil euros).
O grupo Wanda está sobre apertada vigilância das autoridades chinesas, devido ao aumento da dívida, suscetível de gerar riscos para o sistema financeiro do país. O Governo chinês pediu recentemente aos bancos estatais que limitem os empréstimos para projetos e aquisições além-fronteiras do grupo.
O grupo detém a cadeia de cinemas Odeon & UCI, presente em Portugal.
Wang Jianlin é considerado o homem mais rico da China.