Guia para vender em Angola. O que as empresas devem saber

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O que deve uma empresa saber quando quer expandir-se para Angola?

As empresas devem

calendarizar o investimento e actividade esperada, designadamente uma fase de

implementação, a fase de operação e eventualmente a fase de correcção.

A

correcção pode surgir por necessidades de crescimento, de redução da operação,

alteração do negócio ou entrada ou saída de parceiros de negócio.

É muito importante pensar

e implementar com rigor (tanto quanto possível) o modelo jurídico, financeiro,

dos recursos humanos, da comunicação (entre outros) de acordo com a actividade

que se planeie realizar em Angola.

Porém, apesar das

necessidades de racionalização, convém não esquecer que investir em África

exige igualmente uma enorme capacidade de adaptação e reacção às diferenças que

o contexto africano normalmente apresenta a quem aí investe e faz com origem em

continentes com contextos marcadamente diferentes, como é o caso do continente

europeu.

No leque das preocupações

principais constarão certamente os quadros da empresa que terão responsabilidade

directa na implementação do investimento, designadamente na ligação que terá

que ser estabelecida com os recursos humanos residentes no território.

A par destas

preocupações, há todo um conjunto de questões mais concretas e operacionais,

como sejam as questões laborais, fiscais e o sistema de administração de

justiça.

O sucesso ou insucesso de um investimento em

Angola depende em alguma medida do sistema jurídico empresarial?

O sucesso

ou insucesso de um investimento em Angola depende mais de outros factores que

não o sistema jurídico do país, tais como a experiência, o estudo prévio e o

planeamento estratégico dos líderes das empresas com responsabilidades na

internacionalização.

Embora Angola tenha lidado

com os diversos danos advenientes de um conflito armado, é notável o caminho

que veio sendo percorrido desde o fim do conflito em 2003, para o qual, muito

têm contribuído as várias reformas ou atualizações legislativas.

Num ou noutro sector, em

maior ou menor medida, certamente que o sistema jurídico pode ter causado

constrangimento a determinados investimentos, porém, de acordo com a

experiência, não têm sido o sistema jurídico a causa mais comum dos casos de

insucesso. Não se confunda também a questão de saber se o sistema jurídico

serve com aquela que nesses casos de insucesso pode ter sido a verdadeira causa

do insucesso, que foi o subestimar-se ou o ter-se sido displicente quanto à

forma como se acomodou o investimento ao sistema jurídico existente, incluindo

os costumes e usos, que em Angola são fontes de direito usuais.

A dimensão da empresa ou do grupo é relevante para

efeitos de planeamento?

Sim, também em Angola a

dimensão do investidor ou a escala do investimento influenciam o planeamento. O Executivo angolano tem

vindo a produzir legislação diversa com a preocupação de abranger investimentos

em grande e pequena escala, como por exemplo a nova Lei de PPPs em contraponto

com a Lei das Micro, Pequenas e Médias Empresas.

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