Guta Moura Guedes fala ao Dinheiro Vivo sobre o convite para integrar o
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Conselho Consultivo da recém-criada Fondazione Bisazza, por uma das mais conceituadas empresas italianas de azulejos.Ver notícia aqui.
"É significativo termos portugueses em cargos internacionais", revela a presidente da Experimentadesign, justificando: que "é
sempre uma forma de reconhecimento do nosso trabalho e da competência
do nosso know-how."
Defendendo que "será uma plataforma de visibilidade para a produção criativa
nacional", Guta Moura Guedes promete: "eu procurarei trabalhar a favor do nosso país, sem
dúvida alguma."
Relativamente
ao design português, a conselheira da Fondazione Bisazza afirma: "a
produção de bons designers em Portugal vai bem, a sua promoção
no estrangeiro necessita sem dúvida alguma de um reforço
estratégico e continuado nesta área seria
absolutamente determinante."
Qual é a sua missão como membro Conselho
Consultivo da recém-criada Fondazione Bisazza?
A Bisazza é uma das mais prestigiadas empresas de azulejos
italiana, contribuindo para a perceção da forte imagem positiva do
design italiano. A minha missão, juntamente com o Presidente da
Fondation Cartier, o Presidente do Vitra Design Museum e o
Vice-Director da Domus, é a de aconselhar a Fundação Bisazza na
área da programação.
Quais são as suas expectativas?
É uma Fundação recém-criada, mas com uma forte empresa
familiar a suportá-la. Conheço a directora, Maria Cristina Didero e
os restantes membros do Conselho, em breve irei conhecer Piero e
Rossella Bisazza, proprietários da companhia e presidentes da
Fundação. Só nessa altura saberei mais. Mas estou a par da
dinâmica fortissima da Bisazza e da força e ambição destas
fundações privadas em Itália, país com o qual tenho trabalhado
bastante.
E que pode significar para Portugal ter uma portuguesa num cargo
desta importância?
É significativo termos portugueses em cargos internacionais. É
sempre uma forma de reconhecimento do nosso trabalho e da competência
do nosso know-how. Neste caso, e acima de tudo, há uma intenção
clara da Fundação Bisazza para mostrar trabalho internacional na
área do design e arquitectura e para desenvolver projetos em rede.
Será pois uma plataforma de visibilidade para a produção criativa
nacional que eu procurarei trabalhar a favor do nosso país, sem
dúvida alguma.
Como vai a imagem do design português fora de Portugal?
A produção de bons designers em Portugal vai bem, a sua promoção
no estrangeiro necessita sem dúvida alguma de um reforço
estratégico e continuado. Nós temos feito um trabalho fundamental
nesta área com a experimentadesign desde 1999. Neste momento temos
propostas de divulgação do design e arquitetura nacionais muito
fortes para Nova Iorque, São Paulo e Madrid em desenvolvimento,
espero que consigamos concertar apoios para as realizar. Mas acho sem
dúvida que um investimento estratégico nesta área seria
absolutamente determinante.
Além desta nomeação, em que projetos anda agora a Guta Moura
Guedes envolvida?
Estou a terminar a fase concetual de um grande projeto na área
da economia do mar e outro na área da economia criativa, sobre os
quais se irá saber mais detalhes em breve. Na experimentadesign
estamos a desenvolver a nossa área de business&consulting, a
preparar a edição da bienal de 2013 e a analisar networks
internacionais. Este é um momento extremamente duro para o país, a
área cultural está a sentir um impacto enorme e nós estamos a
fazer um grande esforço de diversificação, já inciciado há dois
anos, mantendo, no entanto, o nosso projeto base.
Que acontecimentos ou trabalhos merecem destaque e que,
possivelmente, tenham passado despercebidos aqui em Portugal?
No geral, acho que se deve relevar o esforço coletivo dos
agentes criativos a nível nacional, construindo a imagem cada vez
mais forte de um país de grande potencial inovador, cultural e
artístico. É algo que poderá ter um impacto socio-económico
importantissimo para o nosso país.