O empresário hoteleiro e antigo presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA) justificou a sua candidatura à Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) face à "inédita vulnerabilidade e imprevisibilidade" em que se encontra o setor turístico.
Numa nota enviada à agência Lusa, Hélder Martins considera que "este é o momento de a AHETA ambicionar mais no desenvolvimento do setor", defendendo que a associação "pode e deve dar um relevante contributo (...) aos enormes desafios que a hotelaria e os empreendimentos e empresários turísticos enfrentam".
"Preparar as empresas para o desafio pós-pandémico [da covid-19], nomeadamente o impacto do fim das moratórias e do 'lay-off', para a situação do 'Brexit' e para a imprevisibilidade que afeta todo o setor, são condições fundamentais", aponta o candidato.
Presidente da RTA (entre 2003 e 2007), Hélder Martins pretende suceder a Elidérico Viegas na presidência da AHETA, que em março pediu a exoneração do cargo alegando "falta de solidariedade institucional" da restante direção.
Em causa esteve uma entrevista do presidente da associação, que se debruçou sobre temas como a vacinação, as dificuldades do setor, a falta de apoio à região ou a forma como os prémios sobre turismo são atribuídos.
"A minha decisão fundamenta-se na falta de solidariedade institucional dos restantes membros da direção, face à discordância de declarações que proferi a um órgão de comunicação social que, embora descontextualizadas, por serem verdade e do conhecimento público, reitero e confirmo", afirmou então Elidérico Viegas, mantendo-se interinamente no cargo.
Para Hélder Martins, "a experiência adquirida ao longo de uma vida dedicada ao turismo, poderá ser um ativo importante para que a associação, uma das mais importantes do país, volte a ter a relevância que já teve".
"É também fundamental que a AHETA seja um agente ativo no apoio aos seus associados, procurando estar próximo dos problemas e procurando soluções efetivas", sublinha.