Hermès reabriu na China e vendeu 2,5 milhões de euros num dia

Marca francesa de artigos de luxo inaugurou uma nova loja em Guanghzou e foi um imenso sucesso
Publicado a

Enquanto um pouco por toda a Europa e nos Estados Unidos milhares de lojas continuam fechadas, à espera que a pandemia de covid-19 dê sinais de abrandamento que permitam que as populações voltem a sair à rua normalmente, na China o dia a dia recupera a normalidade, depois de meses de isolamento social. E a Hermès, a marca francesa de artigos de luxo, anunciou esta semana ter obtido vendas de 2,5 milhões de euros num só dia na sua mais recente loja em Guangzhou.

Foi no sábado, dia 11, que o gigante francês conhecido pelas famosas e muito cobiçadas carteiras Birkin, inaugurou a sua mais recente loja no centro comercial Taikoo Hui Guangzhou, A Hermès, que está presente nesta cidade, capital da província de Guangdong, e que conta com mais de 11,5 milhões de habitantes, desde 2004, abriu a sua primeira loja no referido centro comercial em 2011, mas, agora, mudou para um novo espaço, situado no átrio principal do shopping e com uma área total de venda de 511 metros quadrados, distribuídos por dois andares. Um espaço que pretende "conjugar a essência local e tradicional, embora inovadora e movimentada, com a criatividade e o artesanato fino da casa parisiense”, refere a Hermès em comunicado.

Para a reabertura, a marca francesa recebeu peças raras, designadamente uma Himalayan Birkin com diamantes, além de outros artigos de luxo, como louças, sapatos móveis e produtos de couro. E segundo o jornal norte-americano Women's Wear Daily, os clientes não se fizeram esperar e gastaram cerca de 2,5 milhões de euros só no primeiro dia de compras. Um valor impressionante mas que constitui a prova de que, mais do que nunca, os consumidores estão ávidos por voltarem a a fazer compras. E a China é responsável por mais de um terço das vendas da indústria de luxo no mundo.

Guangdong, próxima de Hong Kong, foi a província mais atingida pela covid-19 depois de Hubei, com 1.566 casos confirmados de coronavírus, tendo estado sujeita a medidas de confinamento parcial. Embora a quarentena na cidade chinesa de Wuhan, onde a pandemia de coronavírus começou, só tenha sido oficialmente encerrada a 8 de abril, as medidas de isolamento social foram sendo levantadas no resto do país, gradualmente, e já em março a Bloomberg dava conta que, depois de quebras de vendas da ordem dos 80% no pico da pandemia, as marcas de luxo como a Burberry e a Gucci estavam já a começar a recuperar através do chamado revenge spending, uma espécie de vingança pelo tempo todo em que estiveram fechados em casa.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt