HiBob. Unicórnio israelita está a contratar para novo tech hub em Lisboa até final de 2023

Recrutamento de 55 talentos na área da engenharia decorre entre este ano e o próximo, após a abertura do novo escritório. A partir de 2023, a empresa vai começar contratar estudantes universitários.
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A HiBob - empresa de tecnologia aplicada à gestão de recursos humanos com sede em Tel Aviv, Israel - está a contratar 55 profissionais para o novo tech hub, em Lisboa, até ao fim de 2023. O escritório, que conta já com 15 profissionais, tem vagas para engenheiros de software, front-end developers, profissionais para liderança de equipas, backend developers, engenheiros de produto e de serviço ao cliente.

O managing director da HiBob em Portugal, João Ferro Rodrigues, em entrevista ao Dinheiro Vivo (DV) explica que este número de contratações pode aumentar e que se "a HiBob encontrar aqui o talento que precisa, é possível ultrapassar este valor". No futuro, "há possibilidade de abrirem vagas para posições de marketing, vendas e vagas ligadas ao design criativo".

A empresa optou pelo regime de trabalho híbrido, que conjuga o teletrabalho com o presencial. "Vamos dar oportunidade para trabalhar a partir de casa", sublinha João Ferro Rodrigues. Contundo, acrescenta que, "quando se a cria um projeto de raiz, é importante que os trabalhadores venham para o escritório". O responsável reforça ainda que estão "sempre à procura do melhor talento nas áreas da tecnologia e engenheiros de software para que o negócio continue a crescer".

O CEO da HiBob, Ronni Zahiv, avança que "é possível que um profissional de Tel Aviv venha para o escritório de Lisboa trabalhar, para partilhar ferramentas de trabalho e aprendizagens". "A empresa tem essa cultura, de trabalhar a partir de qualquer lugar", vinca.

Quando atingir os 70 trabalhadores, a empresa pretende contratar pessoas com vários perfis, desde juniores, profissionais de nível médio, seniores e líderes de equipa. Os estudantes também vão ter lugar, garante Ronni Zahiv: "No princípio do próximo ano, já faremos recrutamento direto junto das universidades".

Como chegou a HiBob ao país? O managing director da HiBob em Portugal, João Ferro Rodrigues, explica que "não foi do zero": "Já havia uma equipa que eu liderava, com os 15 trabalhadores. Estávamos a trabalhar num software e a HiBob comprou-o e integrou-o no negócio".

Sobre a opção de abrir um tech hub na capital portuguesa, João Rodrigues diz que "Lisboa é o sítio ideal para abrir um hub, porque existem muitos talentos nas áreas tecnológicas". Para além disso, visto que a empresa é israelita, é importante que os profissionais falem fluentemente inglês, "o que acontece em Portugal", acrescenta. "Lisboa é importante para a empresa, por ser a primeira aposta fora de Tel Aviv no que diz respeito à criação de um centro de engenharia e a desenvolvimento de produto", reforça o gestor.

Quanto ao investimento na abertura do hub em Lisboa, o diretor da HiBob em Portugal não adiantou valores, mas referiu que são "vários milhões de euros, tendo em conta tudo o que vai ser feito para o escritório crescer no país". O CEO da HiBob acrescenta ainda que "a empresa é privada e que não revela valores".

No país, a empresa vai vender o produto a nível global, mas têm boas perspetivas para Portugal. Apesar de ser um mercado mais pequeno, o segmento que a empresa quer "atacar", segundo João Rodrigues, incide sobre companhias modernas, multinacionais e mercados intermediários (empresas que têm entre 200 e quatro mil profissionais), que são aos três "M" que o país também tem para oferecer.

O objetivo da HiBob é chegar aos 500 milhões de dólares (cerca de 491 milhões de euros) em três anos e meio. A multinacional, fundada em 2015, conta com mais escritórios em Londres (Inglaterra), Amesterdão (Holanda), Berlim (Alemanha), Sidney (Austrália) e Nova Iorque (Estados Unidos da América). A HiBob é a terceira empresa presente na lista da Forbes Cloud 100 e com estatuto de unicórnio desde 2021 (empresa avaliada em mil milhões de dólares).

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