"O grande destaque é a aposta nos televisores mini-LED", disse ao Dinheiro Vivo o responsável da Hisense em Portugal, Pedro Santos, no stand da empresa em Las Vegas. "Passarmos a ter quatro séries com mini-LED é um salto muito qualitativo dos nossos produtos porque é uma tecnologia do futuro."
Isto abrange toda a gama ULED que a marca apresentou na CES e será introduzida em Portugal antes do verão. "Com o mini-LED conseguimos ter contrastes melhores e negros mais profundos, o que faz com que a imagem seja muito realista", explicou Pedro Santos.
Outra proposta da empresa é a 85UX, com a qual ganhou um prémio de inovação nesta edição da feira tecnológica. "É ainda mais topo de gama.
Consideramos que é o melhor produto dentro desta tecnologia mini-LED com melhor qualidade de imagem que existe no mercado."
Nas versões maiores, estes televisores custam milhares de euros e não são acessíveis a muitos consumidores. Por exemplo, a Laser TV 100L9HU custará 3.999 euros, sendo dirigida ao nicho dos amantes do cinema em casa que querem uma experiência de projeção similar ao cinema sem reflexos mesmo num ambiente de luminosidade.
Mas não foi pelos topos de gama extravagantes que a Hisense ficou conhecida. "O nosso mote é conseguirmos ter a melhor tecnologia possível com o melhor preço possível. Acreditamos que a tecnologia deve ser servida a todas as pessoas", frisou Pedro Santos. Uma estratégia que, referiu, tem dado frutos junto do consumidor português.
"Já somos o número três no mercado em Portugal, continuamos a crescer e penso que vamos ter muito sucesso."
Apesar do ambiente económico incerto que se vive e o peso da inflação, o responsável mostrou-se otimista com a performance da marca este ano. Indicou que estão na calha várias iniciativas com clubes e ações desportivas em Portugal, onde a marca está muito associada ao desporto. "Temos produtos muito emotivos e o desporto também o é", considerou o responsável. "Em 2023 vamos apostar em parcerias locais em Portugal para conseguir elevar ainda mais a marca." Isto abrangerá não só futebol mas também ténis e Fórmula 1.
"Acreditamos que vamos ter um ano muito positivo para a nossa marca", reiterou. "Acreditamos que os consumidores vão apostar na nossa marca porque conseguem ter um produto muito qualitativo com um design minimalista e que consegue satisfazer as necessidades dentro de um preço mais acessível."
Além dos televisores, a Hisense também reservou um espaço no stand para mostrar a sua visão da "casa conectada", onde os eletrodomésticos têm Wi-Fi e podem ser controlados a partir de um hub na televisão. Isto inclui o forno, a máquina de lavar roupa, o ar condicionado, o frigorífico, a máquina de lavar loiça e até a cave de vinhos, uma estrutura vertical com leitor de código de barras que identifica e armazena todas as características das garrafas presentes. A Hisense tem vindo a adquirir empresas nestas áreas e pretende alargar a sua fatia de mercado para lá dos televisores, aproveitando o facto de que os consumidores estão cada vez mais interessados em comprar produtos da mesma marca.
"Tem tido mais procura a mesma marca em vários eletrodomésticos", disse Pedro Santos. "Quando as pessoas compram uma televisão e uma soundbar preferem tudo da mesma marca. Quando compram um frigorífico e depois querem um forno ou uma placa preferem a mesma marca", exemplificou. "Além de o design combinar, é muito mais prático a nível de manuseamento dos produtos."