Especializada em serviços Telecuidado e Telesaúde, com soluções de monitorização e assistência à distância, a Hope Care foi criada em 2010, tendo por objetivo ser líder de mercado nesta área. O que espera conseguir até ao final do ano. Entretanto, vai aumentando a carteira de clientes e duplicando, todos os anos, a faturação, ao mesmo tempo que aposta na investigação e desenvolvimento, como fator determinante para a “criação de valor na empresa”.
A Intelligent Health e a Primal MD, clínicas no Dubai que se dedicam, respetivamente, à reabilitação na área dos diabetes e ao segmento de bem-estar, são dois dos novos clientes da Hope Care. A empresa prepara-se ainda para entrar em países como a Bélgica, Espanha, França ou Indonésia. Uma parceria com uma empresa seguradora com presença em 33 países “permite utilizar a plataforma Home Care e o conceito a nível mundial”, destaca José Paulo Carvalho, um dos seis fundadores.
Os primeiros três anos da Hope Core foram para estabilizar o modelo. A primeira experiência no terreno aconteceu com o Hospital de Coimbra, monitorizando, a partir de casa, um grupo de doentes pulmonares de obstrução crónica. Um projeto-piloto que evitou mais de 50% de internamentos face ao ano anterior, o que é significativo se tivermos em conta que cada doente internado custa ao Estado 1800 euros de valor base, a que acrescem 400 euros diários.
Entretanto, a empresa alargou a sua carteira de clientes, que inclui já dois hospitais na região de Lisboa, mas que não são indicados por razões de confidencialidade.
Um acordo com um “grupo privado detentor de várias unidades hospitalares no país” está em vias de ser finalizado, para arrancar a partir de setembro. Além disso, a Hope Care está a tentar desenvolver um projeto específico com a Administração Regional de Saúde do Algarve. “A intenção é sermos um fornecedor global de uma solução provada no mercado”, diz José Paulo Carvalho.
Pelo caminho, a Hope Care abriu já escritórios em Lisboa - a sede da empresa mantém-se em Óbidos - e duplicou a equipa de colaboradores, que são hoje oito. Obteve a certificação de qualidade ISO 9001 e aumentou o capital social para 650 mil euros.
Os sócios mantêm-se os mesmos, mas a faturação duplicou, face ao ano anterior, e está agora nos 250 mil euros. O objetivo é manter o ritmo de crescimento e atingir, este ano, o meio milhão de euros.