Hoteleiros temem cenário económico e pedem ao governo mais apoios às empresas

O presidente da AHP refere que a autonomia financeira das empresas hoteleiras está degradada por causa da pandemia e diz serem necessárias mais ajudas ao setor que enfrenta meses de incerteza com a inflação e a guerra na Ucrânia.
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O presidente da Associação da Hotelaria de Portugal, Bernardo Trindade, apelou esta quinta-feira ao governo que disponibilize mais apoios às empresas do setor. "A autonomia financeira das empresas degradou-se durante a pandemia, as linhas de crédito foram importantes mas caminham para a sua maturidade. A tesouraria futura é uma incógnita, precisamos de ver as maturidades alargadas das linhas de crédito", pediu.

O dirigente da associação, que falava na abertura do 33º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, promovido pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP),que arranca esta manhã, em Fátima, aplaudiu o pacote de três mil milhões de euros anunciado pelo governo e inscrito na proposta do Orçamento do Estado para 2023 (OE2023) para apoiar as empresas na fatura energética da eletricidade e do gás e relembrou que "o peso da energia é muito muito grande na fatura da hotelaria". "Saudamos [a medida] e esperamos ser incluídos", pediu.

Bernardo Trindade relembrou que a pandemia fez o país "recuar 20 anos nas dormidas" e sublinhou as nuvens cinzentas que pairam sobre a atividade do setor nos próximos meses. "Se por um lado estamos a bater recordes, por outro, a guerra na Ucrânia trouxe um grau de incerteza que não nos permite saber o nível de resultados este ano. Tudo está mais caro e a perspetiva mantém-se incerta", constatou, pedindo, por isso mesmo, mais apoios para o setor do turismo. "Queremos contribuir para a recuperação económica do país mas queremos continuar a ser ajudados", rematou.

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