A Huawei já reagiu à decisão da Suécia de proibir os equipamentos da empresa chinesa e da ZTE da nova rede de telecomunicações 5G como medida de segurança nacional, exigindo que os já instalados sejam retirados até janeiro de 2025. "Excluir a Huawei não vai tornar a rede 5G sueca mais segura. Mas, a concorrência e a inovação serão severamente travadas", reagiu a tecnológica. A decisão do regulador das telecomunicações sueco segue-se à de julho do Governo britânico e da limitação imposta por França.
A decisão sueca deixa a Huawei "surpreendida e desapontada". "A Huawei é uma empresa privada detida a 100% pelos seus funcionários. Não há nenhum facto que apoie as alegações de que a Huawei apresente um risco de segurança. Consideramos a exclusão da Huawei simplesmente com base em prestações infundadas injusto e inaceitável", diz a companhia.
Em 20 anos de operação na Suécia, com mais de 30 décadas em 170 países e regiões no mundo, a empresa diz manter um histórico "de zero incidentes relevantes ao nível da segurança". A tecnológica chinesa diz nunca ter "causado a mínima ameaça à cibersegurança da Suécia e nunca causará. Excluir a Huawei não vai tornar a rede 5G sueca mais segura. Mas, a concorrência e a inovação serão severamente travadas".
A empresa chinesa irá "avaliar cuidadosamente o impacto" da decisão da Autoridade Sueca de Telecomunicações, esperando que o Governo sueco reavalie a decisão "no espírito do mercado aberto que sempre defendeu"
A Autoridade Sueca de Telecomunicações sueca decidiu hoje banir a Huawei e a ZTE da rede 5G do país, justificando a medida com uma nova lei adotada no início do ano e da avaliação das autoridades militares e dos serviços secretos para "assegurar que a utilização das frequências não ponha em perigo a segurança da Suécia", segundo noticiou a Lusa.
A decisão segue-se à tomada em julho pelo Reino Unido e da França. Neste último mercado, a Huawei não estará sujeita a uma proibição total no mercado 5G, mas os operadores que já utilizam a companhia terão autorizações de funcionamento limitadas a oito anos.