Apesar do aumento das rendas, procura cresceu 5% no quarto trimestre de 2025

Subida de 0,9% nas rendas acompanha o crescimento da procura de casa para arrendar, o que mantém o acesso à habitação fora do alcance de uma parte significativa da população, salienta o idealista
Apesar do aumento das rendas, procura cresceu 5% no quarto trimestre de 2025
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A procura por casas para arrendamento em Portugal aumentou no final de 2025. De acordo com o portal imobiliário idealista, cada anúncio recebeu, em média, 22 contatos antes de ser retirado da plataforma, mais 5% do que no mesmo período de 2024, quando a média foi de 21 contatos. Os dados referem‑se ao quarto trimestre de 2025.

Apesar deste acréscimo na procura, as rendas continuaram a subir — com um aumento de 0,9% no trimestre — o que mantém o acesso à habitação fora do alcance de uma parte significativa da população.

Como observa Ruben Marques, porta‑voz do idealista, "a ligeira subida do número médio de contatos por anúncio no final de 2025, a nível nacional, confirma que a procura por habitação para arrendamento se mantém elevada". Um comportamento que, segundo o mesmo responsável, "indica que o interesse das famílias continua forte, sem sinais de um abrandamento significativo. Ainda assim, os valores das rendas continuam em patamares elevados, fora do alcance de uma parte significativa da população portuguesa", acrescenta.

No nível das capitais de distrito houve grande heterogeneidade. Santarém foi a cidade com mais contatos por anúncio (34), seguida de Leiria (29), Évora e Setúbal (27). Beja e Ponta Delgada registaram 26 contatos em média. Lisboa situou‑se nos 20 contatos, o Porto nos 14 e Aveiro nos 13. As menores médias apareceram em Viana do Castelo (10) e Portalegre (13).

A evolução anual também foi desigual entre concelhos, uma vez que em 10 capitais a média de contatos aumentou e em 10 diminuiu. As maiores subidas foram em Évora (+50%), Beja (+30%) e Funchal (+28%). Crescimentos mais modestos ocorreram em Lisboa (+5%), Faro (+9%) e Ponta Delgada (+8%). Em sentido contrário, Portalegre sofreu a maior queda (-63%), seguindo‑se Aveiro (-24%), Bragança (-23%) e Vila Real (-19%).

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