

Os preços do arrendamento em Portugal registaram, em julho, um acréscimo homólogo de 0,9%, segundo o índice de preços do idealista, interrompendo seis meses consecutivos de descidas.
O valor mediano do arrendamento situou‑se em 17,7 euros por metro quadrado no final do mês.
A subida anual não foi homogénea pelo território. Entre as 14 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, 10 viram aumentos de preços, com as maiores variações em Viana do Castelo (+28,7%), Aveiro (+15,4%), Funchal (+13,8%) e Santarém (+12,2%).
Em sentido contrário, o Porto e Coimbra registaram fortes ajustamentos negativos, com recuos de 11,5% e 9,9% respetivamente; também Faro (-1,9%) e Viseu (-1,6%) caíram.
Em termos absolutos, Lisboa manteve‑se como a cidade mais cara para arrendar, com um preço mediano de 23,5 euros/m², seguida pelo Porto (18,1 euros/m²) e pelo Funchal (17,3 euros/m²).
Nas posições mais económicas ficaram Castelo Branco (7,2 euros/m²), Viseu (8,1 euros/m²), Leiria (9,2 euros/m²) e Santarém (9,7 euros/m²).
O recorte por distritos e ilhas revela fortes pressões no Sul e em ilhas, com Faro a apresentar a maior subida anual (+34,3%), continuando a ser o distrito mais caro, com 22,5 euros/m², à frente de Lisboa (21,4 euros/m²) e da ilha da Madeira (16,2 euros/m²).
Por outro lado, Vila Real (-13,8%), Porto (-10,8%) e Coimbra (-9,2%) lideraram as descidas ao nível distrital.
Por regiões, o Algarve destacou‑se com um aumento anual de 34,3%, tornando‑se a região mais cara para arrendar (22,5 euros/m²), superando a Área Metropolitana de Lisboa (20,7 euros/m²).
O Norte foi a única região com queda significativa no ano, de 11,3%.