

O mercado imobiliário português continuou em trajetória de valorização em julho de 2026, tanto na compra como no arrendamento, mas com dinâmicas cada vez mais diferenciadas entre regiões, indica o relatório mensal do Imovirtual.
O preço médio anunciado para venda atingiu os 435.000 euros, mais 1,4% face a junho e 2,4% em relação a julho de 2025. No arrendamento, o preço médio subiu para 1.350 euros por mês, um aumento de 3,8% face a junho e homólogo.
“Os dados de julho mostram um mercado que continua a valorizar, mas de forma cada vez menos uniforme. Os grandes centros mantêm preços elevados, embora apresentem sinais de maior estabilização, enquanto vários mercados intermédios e do interior continuam a registar ritmos de crescimento superiores”, afirma Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual. “Esta evolução confirma que a leitura do mercado exige hoje uma análise cada vez mais regionalizada”.
Por regiões, o Centro destacou‑se nas vendas, com um crescimento mensal de 1,2% e homólogo de 13,7, fixando o preço médio nos 290.000 euros. O Sul cresceu 7,6% em termos anuais (269.000 euros) e o Norte valorizou 5,7% homólogo, embora com uma queda mensal de 1,3% (295.000 euros).
Entre distritos, Bragança liderou a valorização anual (+36,8% e preço médio de 130.000 euros), seguido por Portalegre (+24,2%) e Viseu (+17,1%).
Nos grandes centros, Lisboa manteve o preço médio mais elevado (610.000 euros), apesar de uma queda anual de 4,8. Há a registar, contudo, que recuperou 1,8% face a junho. O Porto situou‑se nos 399.000 euros (+1,0% mensal e -6,6% anual). Faro continuou como o segundo distrito mais caro (587.250 euros e +8,8% anual).
No arrendamento, o Sul foi a região mais dinâmica (+10% mensal e homólogo, com preço médio de 1.100 euros). Beja registou a maior valorização anual distrital (+25% e 750 euros/mês).
Lisboa permaneceu o mercado mais caro do país (1.699 euros/mês e -0,1% face a junho; +3% anual), enquanto o Porto se manteve estável nos 1.200 euros/mês (+9,1% anual).