Faturação da imobiliária Century 21 Portugal sobe 28% para 150 milhões em 2025

Ricardo Sousa, CEO da rede imobiliária Century 21.
Ricardo Sousa, CEO da rede imobiliária Century 21.Leonardo Negrão/Global Imagens
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A faturação da Century 21 Portugal aumentou 28%, para 149,9 milhões de euros, em 2025 face a 2024, tendo a imobiliária superado as 21 mil transações e aumentado as vendas em 23%, para 5,3 mil milhões de euros.

Num comunicado divulgado esta quinta-feira, 26, a Century 21 Portugal diz ter realizado 21.193 transações de compra e venda no ano passado, um aumento de 10% face a 2024, e 5.604 arrendamentos, mais 3% relativamente ao ano anterior.

O volume de negócios superou os 5,3 mil milhões de euros, enquanto a faturação atingiu 149,9 milhões de euros, correspondendo a crescimentos de 23% e 28%, respetivamente.

Ainda assim, a imobiliária refere que “os dados do quarto trimestre confirmam um abrandamento homólogo do mercado, também refletido nos indicadores setoriais”, com uma quebra no número de transações face ao mesmo período do ano anterior.

Segundo explica, “este comportamento não decorre de falta de procura (que se mantém robusta, sustentada pelo emprego, condições de financiamento e dinâmica demográfica), mas sim de maiores constrangimentos no acesso à habitação e no poder de compra das famílias, que dificultam a concretização dos negócios”.

Apesar da “habitual concentração de atividade no último trimestre”, que representou 28,8% das vendas anuais da rede, a Century 21 refere que a comparação com o período homólogo “demonstra um contexto de maior exigência na decisão de compra”.

“Este enquadramento reforça as conclusões do estudo “Acessibilidade à Habitação” da Century 21 Portugal, apresentado este mês no Observatório do Imobiliário, que evidencia que, nas principais capitais do litoral, o acesso à compra permanece limitado para a família média, conduzindo a um deslocamento progressivo da procura para territórios periféricos e interiores”, nota.

A imobiliária detalha que a faturação registou um crescimento progressivo ao longo de 2025, tendo passado de 30,1 milhões de euros no primeiro trimestre para 45 milhões no quarto trimestre.

O preço médio de venda acompanhou esta trajetória, subindo de 225.464 euros para 278.954 euros, “refletindo a concretização de operações de maior valor, num contexto de ajustamento entre oferta disponível e capacidade financeira dos compradores”.

No segmento de arrendamento, os contratos cresceram até ao verão, passando de 1.293 no primeiro trimestre para 1.516 no terceiro (+17,2%), mas recuaram para 1.422 no último trimestre (-6,2%), “acompanhando o ambiente de maior prudência e ajustamento entre oferta e procura”.

Segundo a Century 21, o desempenho de 2025 confirma que “o principal constrangimento do mercado não está na procura, mas na acessibilidade”: “O desalinhamento entre preços e rendimentos continua a limitar o acesso à compra para a família média, mantendo pressão estrutural sobre o mercado e reforçando a deslocação geográfica da procura”, sustenta.

Citado no comunicado, o presidente executivo (CEO) da Century 21 Portugal reitera que a procura se mantém “forte e consistente”, explicando que “o que se alterou foi a capacidade de concretização das transações, num contexto em que o poder de compra condiciona as decisões”.

“Os dados do último trimestre confirmam um abrandamento homólogo do mercado, mas não uma quebra estrutural da procura”, afirma Ricardo Sousa.

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Century 21 Portugal consegue faturação superior a 45,7 milhões de euros no primeiro semestre

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