Oferta de moradias na nova construção recua para 7,3% e escassez pressiona preços

Entre maio e julho, a oferta de moradias caiu 12,2% face ao mesmo período de 2025 e os preços subiram 7,1%, muito acima da valorização de 1,2% observada nos apartamentos, segundo o Imovirtual.
Oferta de moradias na nova construção recua para 7,3% e escassez pressiona preços
Artur Machado/Global Notícias
Publicado a

A presença das moradias no mercado residencial português continua a diminuir, sobretudo na construção nova, uma vez que apenas 7,3% da oferta corresponde atualmente a esse segmento, revela o Imovirtual.

Entre maio e julho deste ano, a oferta de moradias caiu 12,2% face ao mesmo período de 2025, enquanto os preços dessas casas subiram 7,1%, muito acima da valorização de 1,2% observada nos apartamentos.

"A nova construção está hoje claramente mais orientada para apartamentos, enquanto as moradias assumem um peso cada vez mais reduzido neste segmento. Esta evolução contribui para uma menor disponibilidade deste tipo de imóvel no mercado e reforça o seu posicionamento como um produto cada vez mais escasso e valorizado", afirma Sylvia Bozzo, diretora de marketing do Imovirtual.

A diferença entre construção nova e revenda é marcante. Nas campanhas de revenda as moradias representam 47,1% da oferta, contra apenas 7,3% na construção nova, o que mostra que a produção atual se concentra quase exclusivamente em apartamentos, segundo o Imovirtual. Essa assimetria explica em parte a pressão sobre os preços das moradias e a sua crescente raridade.

A composição da oferta também agrava a escassez: as moradias disponíveis são maioritariamente de grande dimensão — os T5+ representam 41% da oferta e os T4 outros 37% — enquanto os apartamentos distribuem‑se de forma mais diversificada, com T3 a responder por 38%, T4 por 33% e T2 por 14%.

Esta diferença, de acordo com o portal imobiliário, evidencia uma adaptação da construção nova às necessidades urbanas, ao passo que as moradias permanecem mais orientadas para segmentos de maior dimensão.

No segmento de luxo a predominância das moradias é ainda mais acentuada. No mercado não‑luxo as moradias representam 43,8% da oferta, enquanto no segmento premium esse peso sobe para 79,2%, confirmando a sua posição dominante em produtos de maior valor.

Oferta de moradias na nova construção recua para 7,3% e escassez pressiona preços
Imobiliárias têm semestre recorde, apesar da falta "estrutural" de casas
Diário de Notícias
www.dn.pt