A Imperial foi fundada em 1932. Em 1971, a RAR adquire uma participação minoritária, tendo, em 1973, passado a deter a maioria do capital social da empresa.
Atualmente posiciona-se como o maior fabricante nacional de chocolates e detentor das principais marcas portuguesas do setor como Jubileu, Regina, Pintarolas, Pantagruel, Fantasias e Allegro.
Nos últimos três anos, tem registado uma quebra no consumo, na ordem dos 2%, sendo que no último ano desceu 5%, "mas no primeiro semestre deste ano recuperamos 1,5%", afirma a administradora da empresa, Manuela Tavares de Sousa, acrescentando que "com um consumo de chocolate tão baixo como o que se regista Portugal, estas quebras são significativas".
O consumo per capita em Portugal ronda os 1,4 quilos por ano por habitante, a média europeia é de 5,2 quilos, "mas na Bélgica, Holanda e Suíça esse valor atinge os 8 a 12 quilos por ano por habitante".
No início, a fábrica produzia no máximo 500 quilos por dia, "e isso eram dias extraordinários", explica Valdemar Figueiredo, diretor de produção, "hoje tem capacidade para produzir 40 toneladas".
A empresa, situada em Vila do Conde conta 150 colaboradores, que chegam aos 180 entre setembro e março, Natal e Páscoa, picos de produção. "A intenção é aumentar a exportação para que deixem de existir estes picos de produção e passem a ser uma constante", referiu o diretor de produção Valdemar Figueiredo. Exportam para 40 países.
Importam cacau do Quénia e Costa do Marfim, "trata-se de um produto que está na bolsa de valores, com preços instáveis o que dificulta a nossa tarefa de manter preços estáveis no produto final.
O volume de negócios em 2011 foi de 21, 2 milhões de euros, o que representou um crescimento de 3,3% face ao ano anterior. O endividamento bancário registou um decréscimo de 8%.
No plano internacional a empresa continuou a registar aumentos no seu volume de vendas, tendo crescido 14%, com especial incidência nos países da África Austral e Europa de Leste.
Nos últimos anos a adaptação de produtos a requisitos muito específicos permitiu a sua intervenção em segmentos especiais do mercado (Chocolates sem açúcar, Kosher, Halal).
E a melhoria contínua e a excelência dos Sistemas de Gestão da Qualidade e Segurança Alimentar "há muito que são uma opção estratégica da empresa e estão presentes nas diversas certificações obtidas - ISO 9001: 2000, International Food Standard (IFS) e Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI)".