Impresa com lucro de 12,6 milhões em 2021, o mais elevado desde 2007

Dona da SIC e Expresso obteve o lucro mais elevado dos últimos 14 anos, devido às receitas de publicidade. Grupo de media registou o valor de dívida mais baixo em 16 anos.
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O grupo que detém a SIC e o semanário Expresso fechou o ano de 2021 com um resultado líquido de 12,6 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento homólogo de 12,5%, foi esta quinta-feira anunciado. Pelo segundo ano consecutivo, a Impresa um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) acima dos 30 milhões e, além disso, registou o nível mais baixo de dívida desde 2005.

De acordo com as contas enviadas à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o EBITDA atingiu os 30,8 milhões de euros, menos 1% face a 2020, e as receitas totais do grupo aumentaram 6,8% para os 190,2 milhões de euros. O crescimento da faturação deve-se, sobretudo, às receitas publicitárias que dispararam 9,1%, para 121,2 milhões, com a SIC a representa "quase metade (49,6%) de quota de mercado do investimento publicitário entre canais generalistas".

Numa nota enviada à redação, Francisco Pedro Balsemão, presidente executivo da Impresa, sublinha que os resultado alcançados se deveram "às lideranças da SIC e do Expresso, em especial na publicidade, em que o crescimento foi de mais de dez milhões de euros".

"Na circulação paga, o Expresso foi a única publicação que vendeu, em média, mais de 100 mil exemplares por edição", nota o gestor. A circulação paga (vendas em banca e digital) do semanário cresceu 1,9%, para uma média de quase 101 mil exemplares por edição. "Foi a única publicação em Portugal com uma circulação paga acima dos 100 mil exemplares", lê-se no relatório de contas, o que tornou o título no o "jornal mais vendido pelo quinto ano consecutivo".

Quanto à SIC, a Impresa desta a liderança nas audiências no último ano, entre os canais generalistas, com uma média 19,6%. de share. Somando o canal generalista às estações temáticas a quota média de mercado atingiu os 23,2%.

No digital, o universo de websites da marca Expresso registou uma média mensal de 2.560.981 visitantes únicos. Já os sites da marca SIC registaram uma média mensal de 2.656.184 visitantes únicos, o nível "mais elevado de sempre".

A Opto, a plataforma over the top da Impresa, por sua vez, tinha mais de 20 mil assinantes premium, 75% dos quais em Portugal e 25% internacionais.

A Impresa regista, ainda, que a plataforma de eSports ADVNCE "aumentou a sua cobertura através de acordos com distribuidores nacionais e parcerias com produtoras de eventos".

Os custos operacionais da Impresa subiram 8,4% face a 2020. Isto, sem considerar amortizações, depreciações, provisões e perdas por imparidade em ativos não correntes.

A dívida remunerada líquida da Impresa diminuiu 14,2 milhões de euros em termos homólogos, tendo encerrado 2021 nos 138,6 milhões. "Este é o valor mais baixo registado desde 2005, ano em que a Impresa passou a deter 100% do capital social da SIC", lê-se.

Quanto a perspetivas para 2022, Francisco Pedro Balsemão garante: "Depois de um ataque informático criminoso e apesar da incerteza associada à guerra na Ucrânia e o seu impacto na economia portuguesa, a Impresa vai procurar consolidar estes bons resultados e a liderança das suas principais marcas, melhorando a sua margem operacional e continuando a reduzir a sua dívida, prosseguindo a aposta na qualidade, competitividade e diversificação do seu portfólio de conteúdos".

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