INE indica que "ritmo de recuperação foi mais lento em setembro"

A confiança dos consumidores diminuiu em setembro e o indicador de clima económico continuou a recuperar, mantendo tendência dos últimos quatro meses.
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A economia portuguesa teve uma contração menos intensa entre os meses de junho e setembro, sendo que neste último mês a recuperação foi mais lenta, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).

"Em Portugal, não considerando médias móveis de três meses, a informação disponível revela uma contração progressivamente menos intensa da atividade económica entre junho e setembro. Contudo, o ritmo de recuperação foi mais lento em setembro que nos meses anteriores", aponta o gabinete de estatística.

Assim, o verão parece ter dado algum fôlego à economia, mas setembro já indica travagem da atividade, apesar de os portugueses terem aumentado o consumo face a meses anteriores. "O montante global de levantamentos nacionais, de pagamentos de serviços e de compras em terminais de pagamento automático na rede multibanco diminuiu 4,5% em setembro, em termos homólogos, após ter registado um decréscimo de 8,1% em agosto", indica o INE.

Consumidores continuam pessimistas

Apesar da recuperação nas compras, os dados divulgados nesta terça-feira pelo INE dão conta do pessimismo dos consumidores. "O indicador de confiança dos consumidores diminuiu em setembro, permanecendo num patamar relativamente próximo nos últimos três meses após a recuperação parcial observada em maio e junho, mas situando-se ainda significativamente abaixo dos níveis pré-pandemia", indica o Instituto Nacional de Estatística.

Para esse pessimismo, contribuíram, de forma negativa, as "perspetivas sobre a evolução futura da situação económica do país e, em menor magnitude, das expetativas sobre a situação financeira do agregado familiar e das opiniões sobre a evolução passada da situação financeira do agregado família."

Pelo contrário, as famílias esperam fazer compras importantes nos próximos meses.

"Os indicadores de confiança aumentaram na construção e obras públicas e nos serviços, tendo diminuído no comércio e na indústria transformadora", revela o INE.

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