52,4% dos hospitais em Portugal são públicos
Entre os 225 hospitais existentes em Portugal em 2014, mais de metade eram tutelados pelo Estado, e de acesso universal. De todos, 75 são hospitais gerais, ou seja, integram mais do que uma valência ou especialidade.
O número total de hospitais tem vindo a decrescer ligeiramente, após uma subida em 2010. Já o número de camas tem vindo a diminuir de forma consistente no sistema público e a aumentar no privado, ao longo da última década, embora a larga maioria das camas de internamento se incluam ainda aos hospitais tutelados pelo Estado.
Em 2014 existiam 3,3 camas de internamento por cada 1000 habitantes.
Atendimentos e internamentos aumentam no privado.
Em 2014, apesar de 86,5% dos atendimentos nas urgências em Portugal se ter realizado em hospitais públicos, é no sistema privado onde se verificou maior crescimento no número de atendimentos, tendo praticamente duplicado no espaço de uma década.
82,9% destes atendimentos deveu-se a doenças, e apenas 10,8% devido a lesões por acidente, entre outras causas.
79% dos internamentos foi efetuado em hospitais tutelados pelo estado, e a duração média dos internamentos foi de 8,7 dias. No total, público e privado somam 10,1 milhões de dias de internamento só em 2014.
Três quartos do total de cirurgias foram realizadas em hospitais públicos.
Foram realizadas nos hospitais portugueses 906 mil grandes e médias cirurgias (e cerca de 200 mil pequenas). Destas, 73,3% foram realizadas em hospitais públicos, tendo 84,5% delas sido programadas para tal.
O número de consultas externas em hospitais portugueses aumentou consistentemente ao longo dos últimos 10 anos, alavancado principalmente pelos hospitais privados, que já respondem por cerca de 30% do total. Em 2014, realizaram-se mais de 18 milhões de consultas externas em Portugal.
Número de medicamentos aumentou 19,2% em 10 anos.
Em 2014, existiam no mercado farmacêutico português quase nove mil marcas diferentes de medicamentos, aos quais correspondem 57.425 conteúdos de dosagem ou número de unidades diferentes. 43% destes medicamentos beneficiaram de comparticipação das administrações públicas.
Também o número de farmácias aumentou, mais 130 desde 2004, embora tenha diminuído o número de postos farmacêuticos móveis.
O número médio de farmácias em Portugal por cada mil habitantes é de 0,3.
Aumentou o número de médicos e enfermeiros.
Dos 46.739 médicos inscritos na Ordem dos Médicos em 2014, cerca de metade estava a trabalhar em hospitais, maioritariamente no setor público. Observou-se tendência semelhante nos profissionais de enfermagem, com 66.340 enfermeiros inscritos na Ordem dos Enfermeiros, e sensivelmente metade a trabalhar em hospitais.
Existem 4,5 médicos e 4,4 enfermeiros por cada mil habitantes em Portugal.