Investigação a venda das barragens da EDP alargada a impostos como IRC e isenção do IMT
O inquérito-crime em curso no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e a investigação que ainda não foi iniciada pela Autoridade Tributária (AT) sobre a venda das barragens da EDP à Engie vão também incluir o IRC e a isenção de IMT, noticia o Correio da Manhã, na edição desta segunda-feira.
Em causa está a venda de seis barragens à francesa Engie. Se primeiro a investigação foi motivada pelo não pagamento do imposto de selo, no valor de 110 milhões de euros, agora também serão analisados outros impostos.
De acordo com o CM, a investigação da Autoridade Tributária só poderá iniciar-se após a entrega por parte da EDP do modelo 22, declaração que será entregue até junho. Nesse documento, a EDP irá revelar ao Fisco o lucro que teve em 2020, e qual o cálculo de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) que terá de pagar.
A EDP vendeu seis barragens à Engie por 2,2 mil milhões de euros.
