Investimento em construção apresenta sinais de abrandamento

Valor dos contratos celebrados de obras públicas caiu 43%.
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O investimento e o valor acrescentado bruto (VAB) da atividade da construção abrandou no primeiro semestre deste ano, registando crescimentos de 1,7% e 1,3%, respetivamente, que comparam com os incrementos de 4% e 3,8% verificados em 2021, avança o relatório da conjuntura do setor da Associação dos Industriais da Construção e Obras Públicas (AICCOPN).

Segundo o documento, a primeira metade deste ano foi marcada por "uma forte redução homóloga" do volume de contratos celebrados de obras públicas", a que se deverá o facto do Orçamento de Estado para 2022 ter entrado em vigor já no final do mês de junho

A quebra no volume de concursos de empreitadas de obras públicas promovidas nos primeiros sete meses deste ano foi de 14,7% em termos homólogos. Já o valor dos contratos de empreitadas celebrados e registados no Portal Base representaram uma quebra de 43%.

No mercado imobiliário, o número de fogos em construções novas licenciados pelas câmaras nos primeiros seis meses de 2022 atingiu os 15.558, um aumento de 4,4% face aos 14.897 alojamentos licenciados no mesmo período do ano anterior. A área licenciada apresentou um crescimento homólogo de 1,6% na habitação e de 2,2% nos edifícios não residenciais.

Em junho, o índice de custos de construção de habitação teve um aumento homólogo de 12,9%, em resultado de crescimentos de 17,2% da componente de materiais e de 6,9% na mão-de-obra.

No primeiro semestre de 2022, a concessão de novo crédito à habitação subiu 16,9% face ao mesmo período do ano anterior para 8.397 milhões de euros. Já a avaliação bancária na habitação apresentou em julho um aumento de 16,1% em termos homólogos, em face de aumentos de 16,7% nos apartamentos e de 13,1% nas moradias.

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