Isabel dos Santos contesta os contestatários à nomeação para a Sonangol

Face às críticas, quanto à legalidade, ética e competência sobre a nomeação de Isabel dos Santos para a Sonangol, a empresária emitiu uma declaração
Publicado a

Isabel dos Santos foi nomeada pelo presidente José Eduardo dos Santos, e tomou hoje posse como Presidente do Conselho de Administração (PCA) da petrolífera Sonangol. No entanto, essa nomeação não foi bem aceite por todos com críticas de diferentes quadrantes.

Por exemplo, um grupo de 12 juristas angolanos, contesta esta nomeação, que consideram que “viola" a Lei da Probidade Pública (sobre o exercício de funções públicas) de 2010, pelo que será feita igualmente uma queixa ao Procurador-geral da República.

Face às muitas críticas a empresária angolana, optou por enviar para as redações uma declaração como resposta aos movimentos contestatários. Nesse documento, escreve que acredita "num sistema democrático e justo e no princípio da independência do sistema judicial e dos tribunais, fundamental e sagrado em todas as democracias. Como cidadã, tenho o dever de cumprir a lei e estou disponível para prestar os devidos esclarecimentos aos órgãos jurídicos angolanos".

Para além da questão legal, levantam-se ainda dúvidas sobre os princípios éticos que norteiam o exercício político, e a competência de Isabel do Santos, a que esta responde: "Questionar a minha competência profissional para o exercício do cargo de PCA da Sonangol não tem qualquer fundamento. O meu currículo fala por si. Sou licenciada em Engenharia Eletrotécnica pela Universidade de Londres e conto mais de vinte anos de experiência profissional".

Acrescentando, "antes da minha nomeação para PCA da Sonangol, ocupei cargos de gestão de topo em empresas cujo universo engloba milhares de colaboradores; exerci cargos de administração em empresas de telecomunicações, instituições financeiras e empresas cotadas na bolsa europeia".

Isabel dos Santos entende que as tentativas para colocar em causa a sua nomeação prendem-se "com um esquema de intrigas políticas num período pré-eleitoral. A minha prioridade é concentrar-me no desafio que representa a reestruturação da Sonangol e na sua continuidade enquanto empresa líder e pilar estratégico da economia angolana".

Assim, afirma que lamenta e repudia "as tentativas de destabilização que têm sido levadas a cabo, nomeadamente com ataques difamatórios" à vida privada, e garante "a determinação em conduzir com sucesso a missão que me foi confiada e levar a Sonangol a bom porto".

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt