João Quadros: No Twitter "sou um taxista de esquerda"

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"Este governo incomoda-me muito. Lá em casa a minha mulher já não me aturo. Acabo por usar o Twitter para desabafar."

A revelação é do humorista João Quadros ao facto de ter sido considerado uma das dez figuras portuguesas mais influentes na área política no Twitter, segundo um ranking da consultora Burson-Marsteller e a consultora de comunicação portuguesa Lift Consulting.

Para o co-autor de Tubo de Ensaio (com Bruno Nogueira), programa emitido na TSF (do grupo Controlinveste, o mesmo do Dinheiro Vivo), a sua conta do Twitter funciona para desabafos, como se um taxista se tivesse mudado com tweets e retweets para a rede social. "Mas sou um taxista de esquerda", frisa.

Talvez seja por isso, diz, que o considerem uma figura influente na política, embora não perceba muito bem como a ferramenta Klout usada pela consultora chegue a esse resultado. "Essa ferramenta Klout é um bocadinho abstrata. Como a GfK, que mede as audiências de televisão, não se sabe muito bem o que lá se passa", diz.

Contudo, João Quadros mostra-se contente com a sua posição no ranking, em oitavo lugar à frente do jornalista Paulo Querido e do deputado Michael Seufert. "Isso é que é o principal: uma pessoa ficar à frente do Paulo Querido, o rei do Twitter", afirma. Mas, a lista, diz, é um bocadinho "esquisita". "Poderia ficar contente, mas na verdade estou sete lugares abaixo do Carlos Zorrinho que deve ter mais influência no Twitter do que na bancada parlamentar do PS."

"Espero que [esta lista] não signifique que tenha fazer uma excursão com estas pessoas", atira.

Como prova das potencialidades do Twitter, antes mesmo desta notícia ser publicada, já Quadros comentava a entrevista concedida ao Dinheiro Vivo. "Pimba, já dei uma entrevista para o Dinheiro Vivo sobre a minha influência política - se a tinha perdia-a toda".

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