José de Mello Saúde investe 50 milhões no CUF Descobertas

Grupo quer expandir a novas zonas do país e em junho planeia a abertura do CUF Viseu, projeto de 26 milhões, com a Visabeira.
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A José de Mello Saúde arranca já em maio com a ampliação do hospital CUF Descobertas, em Lisboa. Trata-se de um investimento de 50 milhões de euros, num plano de 200 milhões que o grupo José de Mello Saúde tem previsto e que passa pela abertura do CUF Viseu, do CUF Tejo e ampliação das unidades de Torres Vedras e Cascais.

Com abertura do novo bloco prevista para o quarto trimestre de 2017, o novo CUF Descobertas, irá acolher nos 56 mil m2, duas salas de bloco operatório, a somar às dez já existentes no primeiro edifício do hospital, 120 gabinetes de consulta, 60 de exames e tratamentos, e capacidade para 170 camas de internamento geral. O novo bloco terá ainda um hospital de dia oncológico com 12 postos. No novo edifício, existe um especial enfoque nas especialidades de ortopedia, ginecologia-obstetrícia, imunoalergologia, oftalmologia e dermatologia e o reforço da geriatria.

“Estamos a reposicionar o CUF Descobertas para os próximos 20 a 30 anos”, diz Salvador de Mello, presidente do conselho de administração da José de Mello Saúde, ao DN/Dinheiro Vivo. Garantida a abertura do novo bloco, o grupo vai renovar as atuais instalações do CUF Descobertas que deverão estar concluídas em 2020.

Criado em 2001, o CUF Descobertas tinha um plano de negócios que previa em velocidade cruzeiro a realização de 84 mil consultas, 15 mil atendimentos de urgência, e 50 milhões de euros em receitas. Mas três anos depois esse objetivo já tinha sido ultrapassado, com a unidade a realizar 118 mil consultas, 84 mil urgências, gerando 54 milhões de euros. Em 2010, o número de consultas já rondava as 242 mil, as urgências situavam-se nas 111 mil, e as receitas fixavam-se nos 86 milhões.

O ano passado, o CUF Descobertas realizou 363 mil consultas tendo gerado 111 milhões de receitas: um quinto das receitas anuais do grupo. Desde a abertura, a unidade atendeu mais de 1,5 milhões de pessoas, assistido ao nascimento de mais de 32 mil crianças.

CUF Viseu abre em junho

O investimento na unidade do Parque das Nações, Lisboa, insere-se num “plano de investimento de 200 milhões de euros do qual faz parte o CUF Tejo e vamos expandir unidades de Torres Vedras e Cascais”, adianta.

As obras na CUF Tejo deverão arrancar em maio, com conclusão prevista para 2018. Um investimento de mais de 100 milhões de euros num espaço de 75 mil metros quadrados o projeto do arquiteto Frederico Valsassina, em Alcântara. Já a ampliação da unidade de Torres Vedras deverá ocorrer “ainda durante este ano”, enquanto as de Cascais “só em 2017”.

O plano de investimento contempla ainda a expansão geográfica. Neste momento, as 15 unidades do grupo - incluindo as unidades público-privadas de Vila Franca e Braga - estão localizadas na sua maioria na região da Grande Lisboa. “Queremos crescer para zonas do país onde ainda não estamos presente”, garante Salvador de Mello. Em junho está prevista a abertura do CUF Viseu, um projeto em parceria com a Visabeira, com um investimento na ordem dos 26 milhões de euros. “Faz parte do projeto de crescimento ocupar zonas onde faça sentido”, reforça o gestor, mas sem adiantar em que zonas o grupo José Mello Saúde planeia a expansão. “Estamos focados em crescer em Portugal”, garante o responsável, afastando eventuais cenários de internacionalização do grupo. Em 2012, José de Mello Saúde vendeu a participação minoritária no grupo espanhol Hospital Quirón.

O grupo emprega atualmente cerca de 8 mil colaboradores. “Vai depender da procura”, diz Salvador de Mello quando questionado sobre o número de postos de trabalho que os investimentos nas novas unidades e expansão irão gerar. “Mas nos últimos três anos criámos mais de mil postos de trabalho. Para servir a procura que temos vamos continuar a gerar emprego qualificado”, garante.

O ano passado a José Mello Saúde obteve lucros de 21,9 milhões de euros, mais 34,5% do que face a 2014. As receitas subiram 8,9%, para 560,2 milhões, com o EBITDA (Lucros antes de impostos e amortizações) a melhorar 11,7%. “Este ano continuamos a crescer”, diz Salvador de Mello sobre o desempenho operacional do grupo, referindo que o mercado de saúde está a crescer e o grupo tem acompanhado esse crescimento. “Tem sido um ano favorável e com o crescimento em linha com o ano passado.”

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