José Manuel Espírito Santo: "Lamento profundamente tudo o que sucedeu"

"Gostava que as minhas palavras iniciais fossem para os clientes, trabalhadores e acionistas. Embora não remedeiam as perdas, lamento profundamente tudo o que sucedeu. Uma coisa são as responsabilidades individuais, que serão apuradas pelas autoridades e eu aceito as minhas", começou por dizer o ex-presidente do Banque Privée Espírito Santo.
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"Mas em meu nome e do ramo familiar que represento, deixo as minhas palavras a quem mais sofreu com tudo isto e que merece um pedido de desculpa institucional, embora saiba que as palavras não resolvem os problemas", disse José Manuel Espírito Santo Silva naquele que foi o primeiro pedido de desculpas formal por parte de um membro do GES.

Questionado sobre a sua participação no grupo, o responsável disse que "era administrador não executivo da ESI, vice-presidente da ESFG e no BES era membro da comissão executiva e depois assumi a presidência da Banque Privée Espírito Santo, na suíça".

"Penso que teria sido em 2009 ou 2010 que começaram a surgir e tive conhecimento dos problemas. Mas Machado da Cruz nunca me referiu que havia alteração das contas e o assunto dizia respeito aos responsáveis da tesouraria do grupo, que estava totalmente centralizada em Ricardo Salgado, Machado da Cruz e José Castella. Quando houve o ETRIC é que ficamos a conhecer os problemas que existiam", começou por contar.

O contabilista Machado da Cruz disse-me que estava preocupado "com a dívida do grupo" mas "penso que terá uma combinação das pessoas que estavam responsáveis pela tesouraria, mas não estou a dizer diretamente que tenham sido eles", referindo-se a Ricardo Salgado, Machado da Cruz e José Castella.

José Manuel Espírito Santo Silva, é o chairman do Banque Privée, com sede

na Suíça, e outro dos membros da família que estava na administração

do BES e tinha assento no conselho geral do GES.

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