A recuperação imobiliária e o aumento da procura proporcionado pelo boom do turismo explicam parte dos 280 milhões de euros de volume de negócios, em 2017, do Grupo KW Business, detentor das franquias do Porto, Braga e Famalicão da KW Portugal.
A verdadeira chave do sucesso é, segundo o CEO, Miguel Aguiar, “o capital humano que a empresa reúne” - quase meio milhar de consultores, responsáveis por 1/3 da faturação da marca Keller Williams no país.
Este ano, o investimento de 2,5 milhões de euros nos novos centros de negócios do Porto, de Braga e em Madrid, onde o negócio será gerido pelos portugueses, bem como a ampliação em Famalicão, permitirão à KW Business “ser a maior imobiliária da Europa em dois anos”.
“O nosso modelo de negócio ainda não existe em Madrid e vamos crescer rapidamente. Se o Porto tem um milhão de habitantes e temos os resultados que temos, com um valor médio por imóvel de 145 mil euros, veja o potencial de Madrid, com oito milhões de habitantes e um preço médio de 400 mil euros”, explicou Miguel Aguiar.
O centro de negócios de Madrid abre ainda este mês, com uma equipa de 50 pessoas e com o objetivo de “chegar a mil consultores e ser a maior imobiliária da Europa em dois anos”. Com uma lógica de funcionamento em rede na KW, o responsável não descarta a possibilidade de haver negócios partilhados entre países.
“No novo centro de negócios do Porto, trabalhamos um conceito novo, em que as equipas se instalam como se fossem mini empresas e beneficiam do apoio dos serviços informáticos, jurídicos, administrativos ou fiscais comuns. No centro empresarial temos uma empresa de renovação de habitação, outra de material de obras e um espaço de co work de arquitetos e designers. Quem nos visita pode sair com solução “chave na mão” para qualquer situação imobiliária”, adianta o empresário.
Com 2500 imóveis transacionados no ano que findou e um crescimento de 55% no volume de negócios, que se seguiu já a um crescimento de 60% em 2016, a KW Business tem beneficiado do aumento do turismo, que chegou a duplicar preços nalgumas zonas mais nobres, mas Miguel Aguiar recusa que exista uma “bolha” de preços.
“O que houve foi um reposicionamento da cidade do Porto e não uma subida de preços. Agora, está ao nível de qualquer cidade europeia e os preços ainda podem subir, mas depois vão manter-se, não vão descer a pique”, justificou, exemplificando que já “há compradores para imóveis a 7 mil euros por metro quadrado” no Porto.
Braga e Famalicão têm registado crescimentos semelhantes ao Porto, que Miguel Aguiar atribui ao “dinamismo das empresas, da Universidade do Minho e das empresas tecnológicas que se instalam na região”. Em Braga será construído, este ano, um centro de negócios de 1,5 milhões de euros, para 160 consultores, e, em Famalicão, os 40 consultores vão duplicar em breve, tal como as instalações da KW.