O grupo espanhol La Seda de Barcelona (LSB), detida pela BA PET, dos mesmos acionistas da portuguesa BA Vidro liderados por Moreira da Silva, com 19% do capital, e pela Caixa Geral de Depósitos (CGD), com 14,7%, viu-se hoje obrigada a pedir formalmente o abrigo da proteção de credores.
A decisão ficou a dever-se à impossibilidade refinanciamento de um crédito sindicado de 235 milhões de euros - vencido em março e cujo prazo de pagamento já tinha sido prolongado para abril - e de conseguir a liquidez necessária para a empresa se manter em atividade, justificou o conselho de administração no comunicado enviado ao mercado.
Segundo o espanhol El País, o grupo químico catalão acumula já um passivo de 928 milhões de euros, em dívidas ao sindicato bancário e a fornecedores.
O desgaste dos últimos meses de negociações entre acionistas e credores provocou também a saída da presidência, igualmente hoje, de José Luis Morlanes, que tinha sucedido no cargo ao empresário português Carlos Moreira da Silva, após o pedido de demissão deste em abril.
O grupo voltará a reunir a assembleia geral de acionistas no dia 26 de junho.