A LATAM, holding recentemente nascida da fusão entre a chilena LAN e a brasileira TAM, (que ficou completa esta sexta-feira), admite que é de todo o interesse começar a analisar o edital de privatização da TAP, pela sua importância para a TAM, ainda que o grupo esteja voltado para um reforço das suas próprias linhas aéreas.
"Interessa-nos olhar para qualquer negócio. Podemos analisar [o edital da TAP]. Mas no curto prazo não há condição de absorver nada, estamos focados na construção da LATAM e na obtenção das sinergias", afirmou o presidente do conselho de administração da nova companhia, Mauricio Amaro, ao Valor Econômico.
"Temos um acordo de nos concentrar, nos próximos dois ou três anos, no projeto LATAM, o que não significa que, especialmente para a TAM, a TAP não seja um competidor de relevo, que transporta uma quantidade importante de passageiros entre o Brasil e a Europa", acrescentou o CEO da companhia, Enrique Cueto.
Segundo Cueto, a LATAM deve ter liberdade para oferecer mais opções de voos, através de acordos bilaterais, principalmente com empresas europeias e norte-americanas. Uma das possibilidades seria a LAN abrir mão de integrar a One World e a TAM permanecer independente, já que terá de sair da Star Alliance. Desta forma a Latam poderia avançar para outros negócios, com mais companhias.
O Governo português pretende completar a privatização da TAP durante este ano e, na semana passada, Passos Coelho esteve na Colômbia para encontrar possíveis interessados na alienação da companhia aérea portuguesa. Nesta viagem, Passos admitiu que a Avianca, empresa colombiana, é uma das interessadas nesta corrida.