O Lloyds Banking Group, liderado pelo português Horta Osório, está a preparar a venda do edifício-sede, em Londres, a compradores chineses que têm aproveitado a quebra da libra para adquirir imobiliário na cidade. O plano será manter a morada, no número 25 da Gresham Street, ficando o banco como inquilino do futuro proprietário.
De acordo com a notícia, avançada este domingo pelo Financial Times, a operação poderá render entre 140 a 150 milhões de libras (entre 151 e 162 milhões de euros, à cotação de hoje), aproveitando o momento de alta do mercado imobiliário londrino e ajudando a colmatar a quebra nos lucros no primeiro semestre deste ano.
Construído de raiz para o Lloyds, o edifício de mais de 11 mil metros quadrados em aço e vidro é vizinho de um outro, no número 20 da mesma rua, que foi vendido em maio à China Resources Land, uma empresa estatal chinesa, e à norte-americana Northstar Realty Europe por mais de 300 milhões de libras (325 milhões de euros).
Durante uma década, o LLoyds esteve sob as condições de resgate que não lhe permitiam ser proprietário de imobiliário. A partir de maio deste ano, saiu do resgate e tem estado a vender propriedades em que mantém a ocupação como inquilino, intermediadas pela CBRE. No pacote incluem-se 44 filiais do banco vendidos a investidores como a Aprirose, que pagou 39,5 milhões de libras (cerca de 43 milhões de euros) em janeiro, e a sede da subsidiária escocesa Scotish Widows, vendida por mais de 105 milhões de libras (114 milhões de euros).
O Lloyds será, na verdade, um dos últimos bancos a deter a propriedade da própria sede em Londres, tendo a maioria optado por arrendar. Foi o caso do Barclays e do HSBC, hoje inquilinos do Canary Wharf Group e do fundo soberano do Qatar, respetivamente.
Em abril, o Lloyds anunciou a intenção de mudar a sede para Berlim, no âmbito da vitória do Brexit.