LLYC e Antas da Cunha ECIJA unem-se em parceria para a cibersegurança

Consultora de comunicação e escritório de advogados querem munir empresas públicas e privadas de ferramentas para prevenir, gerir e saber reagir perante ameaças à cibersegurança.
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A Llorente y Cuenca (LLYC) e a sociedade de advogados Antas da Cunha ECIJA anunciaram esta quinta-feira uma parceria para a área da cibersegurança. O objetivo da consultora e do escritório de advogados é unir serviços de gestão de imagem e comunicação ao direito digital. A parceria abrange os mercados português e espanhol

Em comunicado, é referido que o propósito da parceria é "apoiar entidades públicas e privadas a minimizar riscos de compliance e reputação" ao assegurar a prevenção de riscos cibernéticos, garantindo "um nível elevado de maturidade em cibersegurança".

Ambas as empresas querem "ajudar empresas e organizações a prevenir os ciber riscos, que têm crescido exponencialmente durante a pandemia e provocado danos operacionais e de reputação em empresas e organizações".

Os serviços que a LLYC e a Antas da Cunha ECIJA vão fornecer integrados dirigem-se, sobretudo, à administração pública, a operadores de "serviços essenciais" de energia, transporte e saúde, bem como à banca. As duas empresas também procuram apoiar, na área de cibersegurança, operadores de infraestruturas críticas como hospitais e serviços de segurança e aos prestadores de serviços digitais prestados à distância por via eletrónica.

Citado no comunicado, Tiago Vidal, sócio e diretor geral da LLYC em Portugal, explica que "esta parceria propõe mitigar os riscos" das ameaças cibernéticas, "através de uma abordagem integrada entre a visão estratégica da LLYC na gestão da reputação e comunicação, e a experiência de referência no direito digital da sociedade de advogados internacional Antas da Cunha ECIJA".

O gestor alerta que um ciberataque resulta em perdas financeiras e de informação digital, "podendo até impossibilitar uma empresa de continuar a operar causando elevados danos reputacionais". Por isso, preparar as organizações para esse cenário é "fundamental para proteger a sua reputação num cenário de crise de cibersegurança".

Para Fernando Antas da Cunha, managing partner da Antas da Cunha ECIJA, "ainda existe um longo caminho a percorrer na prevenção e preparação das crises criadas pelas ameaças cibernéticas". Não bastará uma denúncia às autoridades. O advogado explica que "está a aumentar a pressão europeia para aumentar a resiliência digital das empresas". Importa, assim, "trabalhar no sentido de cumprir os requisitos legais de proteção de dados pessoais e comerciais, de modo a antecipar crises de cibersegurança que podem resultar em infrações graves e muito graves com coimas significativas associadas".

Desde de 2020, ano que coincide com o início da pandemia da covid-19, que os riscos cibernéticos cresceram substancialmente. De acordo com o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2020, as autoridades portuguesas registaram um aumento de 93% de incidentes de cibersegurança face a 2019, com o phishing no topo dos ataques. Segundo dados do European Communication Monitor, 54% das empresas já teve de gerir um ciberataque.

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