O anúncio de criação destas lojas em Luanda foi feito pela ministra do Comércio, Rosa Pacavira, inserindo-se a medida no Programa Nacional de Combate à Fome e à Pobreza, para potenciar a produção própria e o empreendedorismo.
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"Vamos construir, até dezembro de 2014, 60 lojas Paparocas numa média de oito a dez por cada distrito urbano [de Luanda]", afirmou a governante, na sexta-feira, na capital angolana.
As lojas Paparoca vão vender produtos nacionais, nomeadamente alimentares, e permitirão ainda, na ótica dos responsáveis governamentais, "disciplinar" as vendas ambulantes.
Este tipo de comércio é uma prática habitual nas ruas da cidade de Luanda, nomeadamente através das 'zungueiras', mulheres que carregam os filhos ainda pequenos às costas e todo o tipo de produtos à cabeça.
A primeira destas novas lojas Paparoca foi lançada este mês, também em Luanda, e para concretizar o objetivo de alargar a rede o Governo angolano já está a estudar os espaços da capital, devolutos, que podem receber as restantes seis dezenas.
A rede destas lojas será posteriormente alargada ao resto do país, segundo pretensão do executivo angolano.
"Cada loja do projeto 'Paparoca' vai somente vender produtos da sua região. A província de Luanda, por exemplo, vai oferecer aos clientes diversos tipos de peixe capturados na capital", explicou a ministra Rosa Pacavira.