Luciana Cani é a nova diretora criativa executiva da Leo Burnett Lisboa.
Com a nomeação de Cani a agência de publicidade fecha a posição em
aberto desde a saída há quatro meses de Erick Rosa, que passou
ingressar os quadros da JWT de São Paulo. A escolha de Luciana Cani
decorreu de uma escolha interna. A profissional fazia parte dos quadros
da agência desde julho de 2011.
O que lhe foi pedido agora que assumiu a direção criativa executiva da Leo Burnett?
O desafio que tenho pela frente é manter a Leo Burnett como uma das agências mais criativas do mercado português, focando esse talento nos nossos clientes e conseguir atrair outros clientes para todo o potencial criativo que temos aqui na agência.
O facto de já se encontrar na agência no cargo de diretora criativa sente que é uma mais valia nas suas novas funções?
Sem dúvida. Foi uma passagem gradual. Estive um ano ao lado do Erick [Rosa] e aos poucos fui me sentindo mais confortável com o aumento de responsabilidade. Estou muito feliz, pois conheço muito bem a equipa e os clientes e sei que juntos podemos alcançar os objetivos.
Foi referido o facto de ser "a primeira mulher a dirigir a Leo Burnett". Qual é a marca Luciana Cani que quer deixar? Há uma forma 'feminina' de fazer criatividade?
Não sei se há um modo feminino de fazer criatividade. Mas não podemos deixar de lado o facto de que hoje em dia 80% das decisões de compra são feitas por mulheres. Talvez seja interessante ter também uma mulher do lado criativo.
A Leo Burnett é uma agência reconhecida do ponto de vista da criatividade. Neste momento esse é um factor decisivo na conquista de new business?
Acho que criatividade sempre será muito importante, é o nosso trabalho, é o que devemos sempre levar aos nossos clientes. Mas não só a criatividade, e sim ela aplicada à necessidade do cliente. Esse é o new business. Não é mostrar o portefólio da agência ou os leões que ela tem. E sim mostrar que podemos colocar essa força criativa ao serviço dele, para atender às suas necessidades.
Quando olha para o seu portefólio de marcas, que outras marcas gostaria de trabalhar do ponto de vista criativo?
É comum se dizer que toda agência quer uma marca de carro, uma de banco e uma de cerveja. Temos a marca de carros, ganhamos recentemente uma conta de um banco muito conceituado e agora nos falta a conta de cerveja. E fora isso, tenho vontade de trabalhar com contas muito interessantes que já pertenceram à Leo no passado. Quem sabe agora?