Lucro da EDP cai 18% no trimestre

Elétrica foi penalizada pelas condições atmosféricas adversas e pelos preços mais elevados
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O lucro da EDP caiu 18% no primeiro trimestre para 215 milhões de euros, segundo a informação divulgada pela elétrica liderada por António Mexia na CMVM, fruto de condições atmosféricas adversas e apesar do aumento de capacidade instalada no trimestre, que registou um acrescento de 6%.

O EBITDA consolidado também registou uma queda, de 11%, para 1,011 mil milhões de euros. A empresa viu o seu resultado penalizado por um " contexto operacional muito mais severo, marcado por uma baixa produção hídrica e preços spot muito elevados, em particular quando comparado com um primeiro trimestre de 2016 muito chuvoso e com preços muito baixos", segundo o comunicado divulgada.

Já contando com o ganho não recorrente da venda da operação Pantanal, de 61 milhões de euros o EBITDA teria caído 5%, tendo em conta que os efeitos de expansão de capacidade, a valorização do real face ao dólar e o controlo de custos não foram suficientes para compensar um trimestre de condições atmosféricas adversas à produção - como já se tinha verificado nos resultados da EDP Renováveis, cujos lucros caíram 9%. A contribuição da EDP Renováveis para o EBITDA do grupo ficou 2% abaixo ao ano passado, devido a eolicidade mais fraca.

A capacidade instalada do subiu 6% para 25,9GW, impulsionado pela adição de nova capacidade hídrica em Portugal e eólica, essencialmente nos EUA e México.

No mercado Ibérico, o EBITDA caiu 17% em termos homólogos, para 473 milhões de euros, sobretudo devido à baixa hidraulicidade (36% abaixo) face ao primeiro trimestre do ano passado (onde ficou 45% acima da média histórica), a par com os elevados preços spot "traduziram-se na extinção dos ganhos com gestão de energia e numa forte redução da produção hídrica".

Segundo a EDP, "estes efeitos foram apenas parcialmente compensados pelo acréscimo de remuneração na distribuição de eletricidade (em Espanha, suportado pela melhorias de termos regulatórios; em Portugal, suportado pela subida de juros da dívida Portuguesa) e pela expansão de capacidade, designadamente hídrica com bombagem".

O contributo da EDP Brasil (‘EDPB’) para o EBITDA ajustado subiu 37% em termos homólogos, impulsionado por um impacto cambial favorável, melhoria dos termos regulatórios aplicáveis à EDP e ainda ao "impacto positivo de elevado preço spot à luz da situação de sobrecontratação vivida pelas nossas distribuidoras".

A expansão do portefólio e o efeito cambial levou a uma subida dos custos operacionais em 32 milhões de euros para 398 milhões de euros.

Já a dívida líquida subiu 0,8%, para 16 mil milhões de euros, face aos 15,9 mil milhões de euros no final de 2016.

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