As vendas aumentaram no ano fiscal de 2020 para 17.534 milhões de euros (mais 8,6 %), enquanto o resultado operacional registou um crescimento de 40,8% para 2.985 milhões de euros, explica o 'gigante' farmacêutico e do setor da química especializada em comunicado.
Os produtos e serviços para o fabrico de medicamentos da sua divisão de ciências da vida, os medicamentos Mavenclad, contra a esclerose múltipla, e o Bavencio, contra o cancro, bem como o negócio de semicondutores, foram os motores para o crescimento das vendas globais no ano passado.
Quanto à margem de lucro operacional sobre as vendas, por sua vez, aumentou dos 13,1% em 2019 para os 17% no ano passado.
Oschmann, que será substituído em maio deste ano pela espanhola Belén Garijo, realçou ainda que a Merck "contribuiu bastante para a luta global contra a pandemia" porque, por exemplo, apoia mais de 50 projetos de vacinas, vai ampliar a colaboração estratégica com a BioNTech e vai acelerar o fornecimento de lípidos que a norte-americana Pfizer e a alemã BioNTech necessitam para fazer a vacina contra a covid-19.
A administração da empresa vai propor na próxima assembleia-geral de acionistas a distribuição de um dividendo de 1,40 euros por ação referente a 2020, contra 1,30 euros por ação no ano anterior.
A Merck espera que a recuperação iniciada no segundo semestre do ano passado prossiga este ano e não prevê que as novas ondas da pandemia de covid-19 tenham um efeito negativo comparável ao observado no primeiro semestre de 2020, especialmente no setor farmacêutico e no negócio eletrónico.
A pandemia, realça em comunicado, irá contribuir para o crescimento dos negócios das ciências da vida.
No entanto, a Merck realça que as suas previsões estão sujeitas a uma maior incerteza do que em noutros anos, estimando um aumento forte das vendas e um crescimento mais moderado no lucro em 2021.