Lucro da Microsoft no 2.º semestre de 2021 cresce 34% para 39 mil milhões USD

A indústria dos videojogos é a nova aposta da empresa
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A Microsoft anunciou na terça-feira um lucro de 39,3 mil milhões de dólares (34,7 mil milhões de euros) no segundo semestre de 2021, mais 34% homólogos, para uma faturação de 97 mil milhões de dólares, 21% superior à homóloga.

As contas da empresa sediada em Redmond, no Estado de Washington, são divulgadas quando a organização está a apostar na indústria dos videojogos.

Entre os serviços da Microsoft cuja receitas mais cresceu estão o Azure e outros na "nuvem" (46%), o programa informático para gestão de empresas Dynamics 365 (45%) e o portal para profissionais LinkedIn (37%).

Por seu lado, o crescimento do negócio proporcionado pela consola vídeo Xbox baixou para 10%, depois de em 2020 ter conhecido uma subida sem precedentes, devido ao surgimento da pandemia do novo coronavírus.

Na semana passada, a Microsoft anunciou que vai comprar, por 68,7 mil milhões de dólares, a empresa norte-americana de videojogos Activision Blizzard, o que vai ser a sua maior aquisição até à data e corresponde a uma forte aposta neste setor.

Com esta aquisição, a Microsoft torna-se a terceira maior empresa do setor por faturação, depois da chinesa Tencent e da japonesa Sony.

"Os videojogos são hoje a categoria de entretenimento mais dinâmica e emocionante em todas as plataformas e vão ter um papel-chave no desenvolvimento das plataformas do metaverso", disse, em comunicado, o presidente e administrador-delegado da Microsoft, Satya Nadella.

O metaverso, uma realidade paralela 100% virtual, é um dos grandes objetivos das maiores empresas de Silicon Valley, desde logo da Facebook, que inclusive mudou o nome da sua empresa de controlo ("holding") para Meta, para acentuar a importância deste conceito.

A Microsoft espera que a compra da Activision a ajude a criar um metaverso, onde os utilizadores podem jogar, comprar e relacionar-se por intermédio de avatares.

Além dos videojogos, a faturação dos produtos do sistema operativo Windows, que foi o emblema da empresa durante décadas, teve um crescimento entre 13% e 25%.

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