Lucro da Sonae cresceu 33,7% para 222 milhões de euros

Grupo liderado por Paulo Azevedo com vendas de quase 6 mil milhões de euros
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A Sonae fechou o ano de 2018 com um crescimento de 8,1% das vendas consolidadas para 5,951 mil milhões de euros, com um "contributo positivo" de todas as áreas de negócio e, em especial, da área de retalho. Os resultados líquidos aumentaram 33,7% para 222 milhões e o grupo vai propor a distribuição de dividendos de 0,0441 euros por ação, mais 5% do que o valor distribuído no ano anterior. Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliário, Ângelo Paupério, co-CEO da Sonae, destaca tratar-se de um "ano de sucesso" para a Sonae, não só porque "cresceu significativamente", mas porque "melhorou rentabilidade e concluiu uma importante fase do seu desenvolvimento estratégico".

Em termos de rentabilidade, o EBITDA recorrente do grupo aumentou 12,2% para 425 milhões de euros e o EBITDA total alcançou 483 milhões de euros, mais 26,7%, "impulsionado pelo forte desempenho operacional e pelos ganhos de capital", quer da venda de ativos da Sonae Sierra, quer das operações de sale and leaseback de ativos da Sonae RP, e ainda pelo "impacto positivo da joint-venture com a JD/Sprinter (ISRG)".

Num exercício em que o investimento ascendeu a 702 milhões de euros, o que inclui o capex relacionado com a manutenção e expansão dos negócios de retalho, os 256 milhões relativos à aquisição de 20% da Sonae Sierra e o capex da Sonae Sierra no quarto trimestre, a Sonae conseguiu ainda reforçar a sua solidez financeira, com a dívida líquida a situar-se em 1,317 mil milhões de euros no final do ano. Valor que inclui a aquisição de 20% da Sonae Sierra por 256 milhões e a consolidação da dívida desta empresa. "Tendo em conta os valores reexpressos (pro-forma), ou seja, incluindo a consolidação integral da dívida líquida da Sonae Sierra no final de 2017, a dívida líquida da Sonae diminuiu 223 milhões (-17,4%) em termos homólogos, para 1,061 mil milhões", pode ler-se no comunicado.

"2018 fica igualmente marcado pelo esforço de otimização da estrutura organizativa do grupo, com especial foco no reforço das equipas de gestão, assegurando competências e complementaridades que permitem uma maior autonomia, agilidade e consequente responsabilização, criando condições para melhor responder aos crescentes desafios de mudança dos cenários competitivos", refere Ângelo Paupério.

No que à gestão de portefólio diz respeito, o ainda co-CEO da Sonae destaca a conclusão da operação de combinação de ativos da SportZone e da JD Sprinter, que levou à criação da ISRG e que "permitiu a consolidação de um forte operador ibérico, beneficiando de importantes sinergias e cuja integração está já a traduzir-se em resultados muito positivos". Aponta, ainda, o "investimento adicional" na Sonae Sierra, "aumentando o perfil internacional" do grupo e criando condições para "acelerar a execução da estratégia de reciclagem de capital e aproveitamento das oportunidades de criação de valor existentes no setor imobiliário" num contexto internacional, bem como a "continuação do forte investimento em capital e competências" naquilo que designa por "avenidas de crescimento" do grupo, designadamente nas áreas de saúde e bem-estar, tecnologias de retalho e telecomunicações ou nos novos serviços financeiros.

Ângelo Paupério termina com uma referência à passagem de testemunho entre os irmãos Paulo e Cláudia Azevedo. "Esta intensa atividade coincidiu com o último ano de mandato do atual Conselho de Administração que integrei enquanto Co-CEO e contribuiu para que a transferência de responsabilidades que agora ocorre se processe com redobrado conforto e confiança, na certeza de que a nossa empresa está preparada para os novos desafios e na profunda convicção e sincero desejo que a nova equipa executiva liderada pela Cláudia Azevedo continue a potenciar o sucesso deste projeto único e que tanto nos une que é a Sonae", frisa.

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