A SAD do Benfica anunciou esta quarta-feira a saída de Luís Filipe Vieira das funções de administrador no prazo de 30 dias, caso não renuncie ao cargo entretanto. Medida também se aplica caso as medidas de coação impostas no âmbito da Operação Cartão Vermelho se mantenham. Vieira está proibido de contactar com os restantes membros da administração da SAD encarnada, incluindo Rui Costa, presidente em funções no clube e na SAD.
"A Benfica SAD informa que o Conselho Fiscal comunicou ao Conselho de Administração que, perante o teor daquelas medidas de coação, em especial a proibição de contactar com os demais membros do Conselho de Administração, situação que, na verdade, resulta na impossibilidade de exercer funções como membro do órgão de administração, declarará, nos termos previstos no artigo 401.º do Código das Sociedades Comerciais, o termo das funções do Sr. Luís Filipe Vieira como membro do Conselho de Administração no prazo de 30 dias, salvo se entretanto o Sr. Luís Filipe Vieira deixar de exercer o referido cargo ou a causa de impossibilidade de exercício desse cargo cessar", lê-se no comunicado enviado à CMVM.
O Conselho Fiscal salientou ainda que esta sua decisão é tomada ponderando os interesses da Benfica SAD e garante estar a "cooperar com as autoridades competentes" quanto ao alegado desvio de 2,5 milhões de euros da Sociedade.
Os encarnados informaram ainda o Mercado sobre as conclusões da reunião dos Órgão Sociais do clube - principal acionista da SAD -, incluindo a decisão de convocar eleições antecipadas até ao final do ano e a redefinição dos objetivos a curto prazo, incluindo "os de natureza desportiva, a normalidade na gestão e a conclusão com sucesso do empréstimo obrigacionista "Benfica SAD 2021-2024".
Sobre isso, foi pedida uma adenda ao prospeto da operação de emissão de obrigações e com um novo prazo para a revogação de ordens de compra. "Tendo em consideração os desenvolvimentos dos últimos dias, a Benfica SAD, em articulação com o Banco Organizador e Coordenador Global e os Bancos Colocadores da referida oferta pública, tomou a decisão de estender o período de revogação de ordens até ao último dia da oferta (inclusive), ou seja, 23 de julho de 2021", informaram os encarnados.
(Mais atualizações no Diário de Notícias)