Magma Studio e Técnico querem dar “a maior aula de programação do Mundo”

Iniciativa pretende entrar para o livro dos recordes do Guiness. Aula será conduzida pelos catedráticos do Instituto Superior Técnico, Arlindo Oliveira e Inês Lynce.
Foto: Pedro Correia
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O Instituto Superior Técnico (IST) vai ser palco da “maior aula de programação do Mundo” no próximo dia 12 de outubro, uma iniciativa do Magma Studio e do IST, apoiada pela Câmara Municipal de Lisboa e pela Unicorn Factory da capital, que pretende entrar para o livro de recordes do Guinness.

“O evento pretende juntar mais de 1600 participantes numa aula de programação, com o propósito de entrar para o Guinness World Records”, afirma Miguel Gonçalvez, presidente executivo do Magma Studio. 
O responsável espera “que seja um evento memorável” e “que fique na história da digitalização do país”.

Qual é o objetivo? “Pretendemos o reforço da marca Portugal Tecnológico nos mercados e comunidades internacionais como um país de jovens, profissionais e empresas altamente qualificados no setor tecnológico”. Por outro lado, Miguel Gonçalves espera “sensibilizar os jovens, e a população em geral”, para a crescente importância da tecnologia nas escolhas de carreira e, ainda, destacar a relevância das competências digitais”.

Outro motivo por trás da iniciativa é a “escassez de talento tecnológico registada, sobretudo, nos últimos cinco anos”, e a falta de atratividade de outros setores de atividade. “É maravilhoso viver em Portugal, mas ganha-se pouco dinheiro. Este é o paradoxo com que vivemos há imenso tempo e, lamentavelmente, acho que iremos continuar a viver”, diz Miguel Gonçalves, defendendo que a aposta em carreiras no setor tecnológico pode ser uma mais valia para os jovens.

“Há condições muito favoráveis para um trabalhador prosperar no setor tecnológico em Portugal: há muitas oportunidades de trabalho; o trabalho é bem recompensado; as equipas e os ambientes de trabalho são dinâmicos e têm ótimas condições; e há projetos muito desafiantes e entusiasmantes”, argumenta.

Miguel Gonçalves reconhece que a realidade do setor tecnológico, em Portugal, é diferente “do que se verifica na Irlanda, Holanda ou Alemanha, por exemplo”. Ainda assim, defende que é “inegável que a marca Portugal nos últimos anos tem vindo a sofrer uma valorização muito positiva, de forma transversal”, lembrando que o Portugal é “um país de unicórnios [alusão às startups avaliadas em mais de mil milhões de dólares]” e que “Lisboa foi considerada a Capital Europeia da Inovação em 2023”.

O CEO do Magma Studio acrescenta, também, que há uma “vastíssima quantidade de multinacionais tecnológicas a estabelecerem-se em território nacional e a investirem”, além de um ensino universitário com uma “reputação muito saudável do ponto de vista internacional”.

“Penso que estão reunidas todas as condições para começarmos a capitalizar verdadeiramente a marca Portugal como um hub de desenvolvimento de tecnologia e know-how”, realça.

A aula de programação de 12 de outubro será lecionada pelos professores catedráticos Inês Lynce e Arlindo Oliveira e pelo investigador e especialista em programação, Rodrigo Girão.

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