O número de assinantes de serviços de televisão paga (pay tv) cresceu 3%, para 4,4 milhões de subscritores, no primeiro trimestre de 2021. Desde o final de 2014 que o crescimento percentual não era tão escasso. No entanto, a grande novidade é que deste universo, 58% (mais de 2,5 milhões) dos assinantes têm os serviços de pay tv servidos em fibra ótica, segundo dados da Autoridade Nacional de Comunicações revelados esta quarta-feira.
O crescimento do número de assinantes de televisão por subscrição deveu-se, precisamente, às ofertas suportadas em fibra ótica, que registaram mais 281 mil assinantes face ao mesmo trimestre do ano anterior (+12,4%), atingindo 2,5 milhões de assinantes.
Desde 2018 que a fibra ótica é o principal suporte e forma de acesso à pay tv em Portugal, sendo que o crescimento de consumidores servidos a cada trimestre também se deve à transferência para fibra ótica de clientes que anteriormente se encontravam suportados noutras redes.
No final de março, a fibra ótica liderava, seguindo-se a TV por cabo (29,1%), a TV por satélite (8,9%) e a ADSL (4,1%) como suporte aos serviços de televisão.
Globalmente, 94% das famílias residentes em Portugal dispõem de um serviço de televisão paga. "O crescimento da penetração residencial deste serviço vem desacelerando desde o final de 2020, atingindo neste trimestre o valor mais baixo desde o início da recolha deste indicador (2018)", de acordo com a Anacom.
Entre os operadores de telecomunicações é a Altice que continua a liderar no segmento de pay tv. Entre janeiro e março, a quota da Meo (detida pela Altice Portugal) ascendeu a 40,7%, seguida da NOS (37,6%), da Vodafone (18,5%) e da Nowo (3,2%).
"A Vodafone e a Meo foram os prestadores que, em termos líquidos, mais assinantes captaram face ao mesmo período do ano anterior, tendo as suas quotas aumentado 0,9 pontos percentuais e 0,4 pontos percentuais., respetivamente. Por outro lado, diminuíram as quotas da NOS (-0,9 pontos percentuais) e da Nowo (-0,3 pontos percentuais)", segundo o regulador.
Observando apenas o segmento residencial, a Meo continua a liderar. No final de março, detinha uma quota de 39,2%, seguindo-se a NOS (38,6%), a Vodafone (18,7%) e a Nowo (3,5%).