Segundo um estudo pós-pandemia, "mais de 50% dos compradores já preferem ter uma experiência totalmente digital do que com o contacto" com o vendedor. E mais de 60% destes 50% são clientes ou consumidores da faixa etária mais jovem. Os dados foram referidos por Diogo Pinto Sousa, diretor-executivo da Microsoft Portugal, durante a 4.ª ronda dos Think Talks Microsoft, emitido esta quinta-feira, 10 de março, no site do Dinheiro Vivo. Para debater o tema Novas Formas de Chegar ao Mercado, estiveram a seu lado, no painel de especialistas, Ana Bicho, CEO e fundadora da Wace Studio, empresa de Inbound & Content Marketing Digital, e Ernesto Ferreira, líder da equipa da E-goi Digital Solutions, empresa que desenvolve soluções de Inteligência Artificial e automação para empresas.
Diogo Pinto Sousa começou por frisar que as tecnologias, a digitalização e a habituação ao modelo digital imposta pelo confinamento a que a pandemia nos obrigou - e que se tornou o meio maioritário, senão o único, para obter bens, fazer transações, entre outros - veio alterar os comportamentos de compra. "Cerca de 90% do processo de compra, hoje em dia, passa-se sem haver um contacto com um fornecedor", disse o executivo da Microsoft, que é também responsável pela área dos Mercados Empresarial e de Pequenas e Médias Empresas (PME) da gigante informática.
Isto significa que os clientes ou consumidores, antes de comprarem, fazem muita pesquisa, consultam muita informação, comparam modelos, características e preços, condições de venda de loja para loja. Só depois se lançam na compra, que tanto pode ser online, como na loja física. Mas já vão muito bem informados.
Somando este dado ao facto de 50% dos compradores preferirem fazer as suas compras sem ter qualquer contacto com um vendedor físico, já se percebe por que razão a digitalização das empresas e o e-commerce é tão vital para qualquer PME. Só que, quer a empresa seja criada agora ou exista há já 50 anos, não basta criar um site.
"Tudo muda no digital", garantiu Ana Bicho, CEO do Wace Studio. "O primeiro grande desafio é pensar o negócio digital de raiz", afirmou a especialista, avançando que o maior erro que o empresário tende a cometer é tentar transpor o seu negócio, que já tem dezenas de anos de sucesso, tal como existe, para o digital. "Essa questão do "transitar" tem aqui muitas ratoeiras que é preciso prevenir antes de dar esse passo", frisou.
É preciso não apenas as empresas terem presença online, como fazerem-no de forma atrativa, disponibilizando cada vez mais informação, permitindo a conclusão do processo de compra, tendo publicidade targetizada, marketing dirigido, etc. E para isso é necessário ou ter colaboradores especializados ou procurar ajuda externa. Como a que a E-goi, de Ernesto Ferreira, que é perita em desenvolver soluções de Inteligência Artificial e automação à medida para cada empresa-cliente, presta no seu dia a dia. Daí os conselhos de Ernesto Ferreira, seu diretor de vendas e líder da equipa de Soluções Digitais da E-goi, serem também tão preciosos para quem quer fazer navegar a sua empresa até bom porto nas águas do mundo dos negócios digitais.
Quer saber mais? Assista ao vídeo da 4.ª ronda dos Think Talks Microsoft e ouça os conselhos do painel de especialistas convidados para o debate do tema Novas Formas de Chegar ao Mercado!