O governador do Estado de Nuevo León, Rodrigo Medina, admite um aumento do número de mortes, a maioria causada por intoxicação, à medida que os trabalhos das equipas de salvamento vão avançando, ao apontar que, no local, há mais 15 a 20 corpos.O responsável garantiu ainda que será lançada uma investigação para apurar por que razão as pessoas que se encontravam no interior do casino não conseguiram escapar pelas saídas de emergência. Relativamente aos feridos, não existem, para já, dados precisos, apesar de fontes não oficiais apontarem para, pelo menos, 10.De acordo com o governador do Estado de Nuevo León, cuja capital é Monterrey, o grupo regou o Casino Royale com um "líquido inflamável", aparentemente gasolina, provocando um incêndio, que deflagrou por volta das 15:50 locais (21:50 em Lisboa), sendo essa a intenção do ataque, segundo fontes oficiais. Já relatos de testemunhas indicam que um grupo de 6 homens armados, que seguia a bordo de viaturas, disparou e lançou granadas para o casino.O Governo do Estado de Nuevo León considerou o ataque "um acto de terror e de barbárie", tendo prometido capturar e punir os responsáveis. O secretário do Interior, Francisco Blake, chegará esta noite ao local da tragédia, onde se encontra o exército. O presidente do México, Felipe Calderón, que expressou "profunda consternação" e a sua "solidariedade com Nuevo León e as vítimas", vai reunir-se de emergência com o seu gabinete de segurança para adoptar medidas.Este ataque foi um dos mais mortais lançados contra um centro de entretenimento desde que o Executivo de Calderón, lançou uma ofensiva contra os cartéis de droga em 2006. O Estado de Nuevo Leon tem sido alvo de uma onda de violência, que as autoridades atribuem aos confrontos entre os cartéis do "Golfo" e dos "Zetas".