Mais de dez mil notas falsas apreendidas em 2022

Notas retiradas de circulação pelo Banco de Portugal por contrafação totalizaram quase meio milhão de euros.
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No ano passado foram retiradas de circulação em Portugal 10732 notas de euro contrafeitas, no valor de 468,4 mil euros, um aumento de 1% em relação ao ano anterior, revelou ontem o Banco de Portugal. Trata-se de 2,9% das 376 mil notas apreendidas no mundo, 96,6% das quais em países da zona euro. "O número de apreensões situou-se num dos níveis mais baixos alcançados desde a introdução do euro, mas reflete um aumento de 8,4% relativamente ao ano anterior", o que pode ser explicado pela " recuperação da atividade económica após o levantamento da maioria das medidas restritivas adotadas no contexto da pandemia de covid-19", sublinha o Banco de Portugal no relatório da Emissão Monetária.

A nota mais falsificada em Portugal foi a de dez euros (32,9% do total), ao contrário do que tinha acontecido em 2021, quando foi a de 20 euros a mais contrafeita. No ano passado a de 20 euros representou 31,4% das notas retiradas de circulação, as de 50 euros 20,7% e as de 100 euros 8,8%.
Embora o aumento do total das notas apreendidas em Portugal tenha sido ligeiro face ao ano anterior, a contrafação da denominação de 50 euros aumentou 32,8%.

Já em relação às moedas de euro, foram apreendidas 2133 peças contrafeitas em território nacional, sendo que as de 2 euros continuaram a ser as mais falsificadas (82,3% do total). Seguem-se as de 50 cêntimos (9,5%) e as de 1 euro (6,8%).
A nível global foram retiradas de circulação 229 mil moedas de euro, um aumento face às 174 mil de 2021.

Todas as notas que passam pelo Banco de Portugal são devidamente verificadas para ver se são verdadeiras e estão em boas condições. No ano passado o banco central "processou" 557 milhões de notas e, deste total, destruiu 84,7 milhões por não cumprirem os critérios de qualidade. "Em média, o banco verificou a qualidade e a genuinidade de 46,4 milhões de notas por mês, o equivalente, como é habitual, à quantidade média de notas que entraram mensalmente nas suas tesourarias", explica o banco.

A emissão líquida de notas em 2022 pelo Banco de Portugal foi negativa em 21 mil milhões de euros, ou seja, entraram mais notas do que as que saíram do banco central, no valor de 11539 milhões e 9 708 milhões, respetivamente. Trata-se de uma descida das notas em circulação de 1,8 mil milhões de euros face a 2021.

"Um dos fatores que reconhecidamente influenciam a evolução da emissão líquida de notas em Portugal é a entrada significativa no país, maioritariamente por via do turismo, de notas colocadas em circulação por outros bancos centrais nacionais da área do euro. São sobretudo as notas de valor mais elevado - 50 a 500 euros - que excedem as necessidades da nossa economia e retornam em maior quantidade ao Banco de Portugal ", explica a instituição liderada por Mário Centeno.

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